E chegamos novamente naquele período do ano que, a esse ponto, já se tornou um ritual para os jogadores de Call of Duty: o período de Beta do novo título da franquia. Apesar das Betas de COD serem uma tradição anual a uma década, os testes de Black Ops 7 escondiam um propósito muito maior do que simplesmente testar os servidores.
Sejamos francos, Call of Duty: Black Ops 7 não estava sendo um produto muito bem aceito por boa parte dos fãs, já que apesar dos modo Zombies ter chamado a atenção dos fãs do modo desde o início, o aspecto futurista de Black Ops 2 acabou desagradando alguns jogadores. Outros reclamavam que dois Black Ops em sequência acabaria desgastando a marca e a fórmula do multiplayer da Treyarch, o que acabou complicando um pouco a situação do retorno de Mason ao protagonismo da franquia.
Mas e se… A presença de uma única playlist no Beta mudasse completamente a percepção ao redor de BO 7? Parece papo de maluco né? Pois acreditem, foi exatamente isso o que aconteceu durante a Beta de BO 7.
Call of Duty: Black Ops 7 acidentalmente se tornou o “vai ou racha” da franquia, e isso é BOM!

Apesar de ser um grande fã da franquia Call of Duty, jogando quase que religiosamente todos os títulos a exaustão nos últimos 12 anos, Black Ops 7 não foi um game que me saltou aos olhos até a revelação de mais detalhes do modo Zombies. Claro, toda a ideia de ser uma sequência de Black Ops 2 me despertou um certo interesse, mas o multiplayer… Tudo se encaminhava para ser apenas Black Ops 6 com novas armas e uma nova mecânica de pulo na parede, e bem, todos sabem o quão exaustivo se tornou o multiplayer de Black Ops 6 com o tempo.
Jogando os dois primeiros dias da Beta, os meus medos acabaram se provando realidade, e honestamente, se a Activision e a Treyarch seguissem o mesmo MO dos anos anteriores em não trazer muitas alterações para a Beta, esse texto seria resumido como um grande poço de críticas negativas. Mas sem aviso, algo mudou durante o terceiro dia, uma mudança sútil dentro das playlists do game, mas que deram uma ENORME virada de chave.
Por anos os jogadores imploravam para que a Activision revisasse os algoritmos de seu sistema de matchmaking, sendo honestamente, o principal motivo que tem levado vários jogadores a abandonarem a franquia durante o ciclo de Black Ops 6. Pois bem, senhoras e senhores, é com uma imensa alegria que eu trago as boas novas: o nosso pedido finalmente foi atendido, ao menos, por enquanto.
Novidades no omnimovement, armas e map design
Call of Duty: Black Ops 7 resolveu jogar no seguro, trazendo apenas uma evolução natural do omnimovement, tendo como grande novidade a possibilidade de pularmos nas paredes, servindo como uma espécie de pulo duplo. Calma, não é o retorno dos movimentos avançados com exos como em Black Ops 3 (embora a Treyarch pareça ter flertado com a ideia), bem longe disso na verdade. Sim, a existência dessa mecânica traz uma camada extra de skill expression e pode aumentar ainda mais o gap entre os jogadores casuais e os mais veteranos, mas não há motivos para pânico.
A grande mudança no core para o multiplayer de Black Ops 7 é a adição de modificadores para alguns equipamentos, que trazem uma maior possibilidade de classes e afetarão até mesmo a sua escolha de kill streaks.
O sistema é simples: granadas letais, granadas táticas, melhorias de campo e kill streaks possuem 2 modificadores, que são desbloqueados conforme os utilizamos nas partidas multiplayer. O VANT por exemplo, possui uma modificação que permite reduzir o seu custo para apenas 400 pontos, enquanto a melhoria de campo Lançador de Drones possui um modificador que fará com que o equipamento lance os drones mais rápidos.
Podemos equipar apenas um modificador por classe, o que nos permite utilizar diferentes modificadores para a mesma ferramenta em classes diferentes, abrindo um enorme leque de possibilidades no armeiro.
O armeiro em si não trouxe grandes mudanças se comparado a BO 6, mantendo o sistema de vantagens e de coringas, com algumas leves alterações. Uma mudança importante e que honestamente me incomodou no armeiro de Black Ops 7, foi o nova vantagem Destreza, que da ao jogador a habilidade de mirar enquanto executa um slide, o que tornou o uso do perk obrigatório, trazendo a primeira grande escolha que a Treyarch terá que tomar para o game final: fazer com que essa habilidade seja incorporada por padrão na movimentação do game ou remove-la por completo.


Já as armas trazem de volta aquele feeling de Black Ops 2, com designs futuristas e até mesmo contando com o retorno de algumas armas clássicas da franquia Black Ops, como a AR Peacekeep e a SMG Razorback, agora chamada apenas de Razor. Uma mudança muito positiva é a remoção quase que completa do recuo visual das armas, mas em compensação, a sensação é de que todas as armas possuem mais recuo real em suas versões bases, aumentando a importância dos attachments, além de instigar o jogador a testar armas diferentes com diferentes configurações até encontrar o seu estilo de jogo perfeito para cada mapa.
Falando neles, o map design dos mapas disponíveis na Beta de Call of Duty: Black Ops 7 é satisfatório, com todos os mapas seguindo o clássico layout de “3 caminhos” e que permite que diferentes tipos de armas sejam viáveis, com uma boa variação entre locais com linhas de tiro mais amplas permitindo que AR e os Snipers façam a festa, mas sem esquecer de áreas mais fechadas onde as SMGs reinam sem maiores problemas.
Nenhum dos mapas presentes na Beta me pareceu ter o potencial de se tornar um mapa icônico dentro da franquia, mas de maneira geral, são mapas que me agradaram bastante.
O game também traz um novo modo de jogo chamado Overload, um novo modo baseado em objetivo que consiste em coletar um dispositivo e entregar na base adversária. O modo parece ter um grande potencial para integrar as playlists competitivas, sendo uma boa opção para os jogadores que gostam de mapas baseados em objetivos mas que estejam cansados de Searh & Destroy, trazendo uma dinâmica bem divertida para a fórmula do multiplayer de Black Ops 7.
Zombies
A adição do modo Zombies na Beta foi uma grata surpresa, sendo a primeira vez que o modo cooperativo da as caras em uma Beta de Call of Duty. Apesar de ser apenas um modo de sobreviência em uma parte do mapa Ashes of the Damned, foi possível ter uma boa ideia do que esperar para a experiência zombies para o jogo final.
As mecânicas de gameplay seguem a base deixada por Call of Duty: Black Ops 6, o que foi uma boa decisão, já que o Zombies de BO 6 é um dos melhores de toda a franquia, rivalizando de igual para igual com BO 3 e 4.

Os novos inimigos trouxeram um sopro de novidade para o modo, com destaque para o novo chefe urso, que honestamente, tem um grande potencial para se tornar o novo inimigo especial favorito dos jogadores após o lançamento do game.
Ainda é cedo para de dizer se o modo vai realmente fazer jus a todo o hype que está sendo criado pela comunidade de Zombies, mas a primeira impressão com a Beta teve um saldo muito positivo.
PERMITIDO SE DIVERTIR!
É impossível falar sobre o Beta de Black Ops 7 sem dar um grande destaque para o que é a maior mudança do game: as playlist com formato ”Open”. A proposta dessas playlist são bem simples: os algoritmo dessas playlists levam muito menos a habilidade do jogador em consideração para montar os lobbys, priorizando o seu ping.
Para um jogador que não tenha muito entendimento sobre como a franquia funciona, pode parecer algo menor e sem importância, mas jogadores mais calejados com certeza estão dando um sorriso de orelha a orelha só de ler essa descrição. Por anos a franquia Call of Duty tem funcionando com um pesado algoritmo que leva a habilidade dos jogadores praticamente como o principal filtro para organizar as partidas, sendo uma das principais reclamações da comunidade dessa nova fase iniciada com MW 2019.
O resultado da mudança? De um dia para o outro, Black Ops 7 passou de um jogo cansativo para ser o palco de uns dos momentos mais DIVERTIDOS que essa franquia me proporcionou em muitos anos no modo Multiplayer. O simples fato de que as salas nessa playlist possuem um misto maior de jogadores novatos, medianos e habilidosos foi o suficiente para trazer aquela dinâmica única de Multiplayer que só a franquia COD consegue proporcionar, mas que acabou se perdendo com o passar do tempo.

Porém, ao decidir testar essa playlist, a Activision se colocou em uma grande sinuca de bico, já que a sua mera existência acaba obrigando a Treyarch a tomar uma difícil decisão: adotar o novo algoritmo como o matchmaking padrão e agradar a fanbase hardcore de COD, manter essa playlist de forma separada e arriscar separar a sua base de jogadores, ou manter tudo como estava nos últimos anos e arriscar desagradar a player base fiel da franquia?
Essa decisão vai ser honestamente a mais importante de toda a história da franquia em muito tempo, podendo selar o futuro não apenas de Call of Duty: Black Ops 7, mas de toda a franquia daqui pra frente.
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Mas eai, vale a pena empolgar pro jogo final?

Call of Duty: Black Ops 7 é definitivamente um game muito promissor, principalmente pela mudança radical para o multiplayer e pelo modo Zombies, que promete ser o maior de toda a franquia. Como dito anteriormente, a Beta de BO 7 foi responsável por alguns dos momentos mais divertidos que essa franquia já me proporcionou, e minhas expectativas para o game final cresceram muito mais do que eu gostaria de admitir.
Como um jogador de Zombies, Call of Duty: Black Ops 7 tinha a minha curiosidade, mas ao me dar um gostinho de como o novo game pode ser divertido com um matchmaking menos rigoroso, Black Ops 7 definitivamente ganhou a minha atenção.
Agradecemos imensamente a Activision pelo envio de uma chave de acesso antecipado da Beta de Call of Duty: Black Ops 7.






