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Home Análises

Review | Resident Evil Requiem (PS5)

Juliana Barbosa por Juliana Barbosa
5 de março de 2026
em Análises
resident evil requiem gamers save the day 3

Depois de três anos desde o último Resident Evil, os fãs podem respirar aliviados porque Requiem finalmente está entre nós. Mas será que o mais novo título inédito da franquia está dentro das expectativas? 

Existe uma expressão em português que fala sobre agradar gregos e troianos, o famos tentar agradar todo mundo, e é justamente nesse ponto que a CAPCOM durante anos apanhou quando se trata de Resident Evil. Uma franquia que começou baseado completamente no survival horror, mas que teve um ponto de mudança em Resident Evil 4, o que gerou um atrito entre os fãs que preferiam o lado do terror, e os fãs que preferiam ação.

Com isso, a CAPCOM tentou equilibrar os dois pontos em Resident Evil 6, o que não foi muito bem executado e nem aceito pelos fãs e crítica especializada. por conta disso, a franquia voltou as origens em Resident Evil 7, mas em Village, a ção voltou a ser predominante, deixando novamente o terror de lado em boa parte do game.

E é aqui em Resident Evil Requiem que mora o grande desafio da CAPCOM: finalmente equilibrar os dois lados da franquia em um único jogo. E sem querer dar spoilers da análise logos nos primeiros parágrafos, já posso adiantar que sim, eles finalmente conseguiram.

Resident Evil Requiem
Review | Resident Evil Requiem (PS5) 14

E o experimento se soltou… 

A premissa inicial de Resident Evil Requiem já começa cheia de mistérios. Grace Ashcroft, uma analista do FBI, precisa investigar o hotel onde anos atrás sua mãe, Alyssa Ashcroft e uma das personagens jogáveis de Resident Evil Outbreak, virou camisa de saudades eternas, porque o corpo de uma pessoa com uma doença suspeita foi encontrado lá. 

E, bom, como as coisas nunca podem ir bem para um protagonista da franquia, Grace é sequestrada pelo Dr. Victor Gideon, que tem interesse nela por ela ser a “chave”, e é à partir daí que as coisas começam a ir ladeira abaixo para a nossa pobre protagonista. As cenas envolvendo Grace são bem tensas e muito bem dirigidas, até porque a coitada sofre bastante ao longo de sua campanha. 

Do outro lado da história temos Leon, o muso. O veterano de quem os zumbis que devem ter medo dele, e não o contrário. O homem que tira sarro na cara do perigo. O agente que definitivamente adora dar mortais sem necessidade, e é um ímã para motosserras. 

Resident Evil Requiem
Review | Resident Evil Requiem (PS5) 15

Enquanto Grace está apenas tentando sobreviver a um evento traumático, o objetivo de Leon é investigar sobre a doença que ele e Sherry desenvolveram e que tem a ver com os eventos de Raccoon City há 28 anos, o que vai fazer com que o caminho dele acabe se encontrando com o da agente do FBI. 

No geral, a narrativa de Resident Evil Requiem cumpre o seu trabalho. Minhas expectativas com uma história de um jogo da franquia não são muito altas, para começo de conversa, já que furos de roteiro e outras situações absurdas são algo comum. Resident Evil exige uma certa suspensão de realidade para que você compre o que está acontecendo na tela, e tá tudo bem. 

Resident Evil Requiem
Tô achando a história da Grace muito parecida com a da Ju…

Não é a melhor história já contada na franquia, mas é definitivamente melhor que a de seu irmão mais novo, Village. Sem contar que a CAPCOM decidiu voltar às origens, e resolver algumas pontas soltas que existiam desde os primórdios da Umbrella. Eles também tomaram uma decisão polêmica envolvendo um certo personagem extremamente importante para a trama da franquia no geral, que eu imagino que nem todo mundo vá gostar. 

O retorno de Leon à Raccoon City também é tratado com uma certa delicadeza, já que foi ali que todos os traumas do personagem começaram, e você sente que é ali que ele tá cumprindo um ciclo. Foi um trecho bem tocante, e olha que eu nem sou uma grande fã da franquia, eu imagino como isso deve refletir em quem tem mais carinho ainda por Resident Evil 2. 

E, obviamente, se tratando de Leon S. Kennedy, também temos o lado um pouco mais galhofa, com certas cenas de ação que me arrancaram boas risadas. E tudo isso somou para que toda a narrativa acabasse sendo boa no geral, e me entretece bastante. 

E lá vamos nós procurar a caixa de ferramenta, para pegar a bateria, para conseguir fazer a máquina funcionar para conseguir a chave que abre a porta

Resident Evil Requiem
Review | Resident Evil Requiem (PS5) 16

Resident Evil Requiem é dividido entre duas campanhas que vão se misturando entre si. Uma hora você joga com a Grace, e em outros momentos você controlará o Leon. Eu diria que o tempo entre os dois personagens é muito bem dividido, e muito próximo de ser exatamente metade do tempo para um, e a outra metade para o outro. 

O jogo te dá a opção de escolher entre câmera de primeira ou terceira pessoa para cada um dos dois personagens, com a recomendação sendo Grace em primeira pessoa, e Leon em terceira. Porém, como eu passo mal com primeira pessoa, eu joguei tudo usando a câmera em terceira. 

A campanha de Grace é com foco no survival horror, e traz muitos elementos dos primórdios da franquia, como Resident Evil 1 e 2, mas ao mesmo tempo também lembra bastante Resident Evil 7 quando é jogado com a câmera em primeira pessoa. A tensão é constante, e a novata não tem muitas maneiras de se defender, principalmente na primeira hora. 

RESIDENT EVIL requiem 20260227181541
Review | Resident Evil Requiem (PS5) 17

O inventário de Grace é limitado, e você tem algumas opções de upgrade e criação de itens para lidar com os zumbis espalhados pelo local. Leon também acaba encontrando com a personagem logo no começo e lhe entrega a arma mais poderosa do jogo, a Requiem, para que ela tenha uma ajudinha, apesar dele também ser sacana e entregar a arma com apenas uma única bala. 

Com isso, o seu foco é encontrar a saída da clínica, passando por vários objetos que você precisará para avançar as etapas e ficar cada vez mais próximo da liberdade, o que também significa dar alguns vai e volta pelo mapa. Tudo isso enquanto você não tem recursos para matar todos os zumbis, e precisará fazer escolhas enquanto outros zumbis mais fortes te perseguem. Tudo é bastante tenso, e só quem tem uma mente muito focada que vai acabar não tomando um dos vários sustos espalhados pela campanha de Grace. 

Resident Evil Requiem
Review | Resident Evil Requiem (PS5) 18

Do outro lado, temos o homem, a lenda, a máquina: Leon S. Kennedy. O veterano da franquia já segue uma linha de gameplay completamente diferente de Grace, e remete mais ao que vimos em Resident Evil 6 ou Resident Evil 4 Remake. Enquanto a novata da franquia está presa com os zumbis, na campanha de Leon, os zumbis que estão presos com ele. 

Leon tem mais opções de armas para se conseguir ao longo de sua campanha, além de andar com um machado, o que ajuda a finalizar os mortos-vivos gastando menos munição. Tudo na campanha dele é mais ágil e lotado de ação, com direito a até mesmo poder pegar a motosserra do zumbi do chão, e sair fazendo uma grande chacina digna de dar inveja até mesmo em Ash de The Evil Dead. 

E dessa vez a CAPCOM conseguiu o que tanto queria, que era misturar perfeitamente os dois lados de Resident Evil em um único jogo, seguindo um alto padrão de qualidade durante as duas campanhas. Os momentos com Grace são de tirar o fôlego de tanta tensão, e os momentos com Leon são diversão pura, aliviando todo o estresse que você havia acabado de sentir com a novata da franquia. 

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Review | Resident Evil Requiem (PS5) 19

Ambas as gameplays funcionam perfeitamente, e deixam um gostinho de quero mais pela falta de um modo mercenários no jogo, por exemplo. Resident Evil Requiem também toma algumas decisões diferentes para quando você vai recomeçar um novo save, como não deixar as armas já conquistadas disponíveis desde o começo, o que vai exigir que você conquiste outros desafios para conseguir encarar a dificuldade Insana. 

Moreno alto, bonito e sensual, talvez eu seja a solução do seu problema 

Resident Evil Requiem
Olha a geometria desses braços…

Resident Evil Requiem é o jogo mais bonito da franquia até agora, e um dos mais bonitos da atual geração de console de maneira geral, sendo o primeiro da série exclusivo atual geração de consoles. Deixando o PlayStation 4 e Xbox One definitivamente para trás, a CAPCOM pôde mostrar toda a capacidade da sua queridinha RE Engine quando não se trata de um jogo de mundo aberto. 

Os modelos dos personagens estão muito bem feitos, e deixo aqui os meus parabéns para toda a equipe responsável por fazer o modelo do Leon, porque se existisse a categoria “bíceps do ano” na The Game Awards, com certeza ele levaria esse prêmio sem nenhuma dificuldade. 

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Review | Resident Evil Requiem (PS5) 20

Outro upgrade que deu para sentir em relação a outros jogos que usam a RE Engine foi a melhoria dos cabelos. Anteriormente, os cabelos em jogos como Resident Evil ou Devil May cry ficavam um pouco duros, sem movimento, e isso foi algo que começou a melhorar em Resident Evil 4 Remake, e está ainda mais natural em Requiem. Os cabelos de Grace e Leon, e até mesmo de personagens não jogáveis como Alyssa, tem um movimento bem mais natural e uma aparência bem bonita. 

A iluminação também está bem caprichada, o que é um aspecto bem importante em um jogo que tem tantos trechos no escuro. E isso tudo eu experienciei no PlayStation 5 base, sendo que está ainda melhor para aqueles que tem o Pro, já que além de tudo, é um dos primeiros jogos com a nova versão do PSSR, fazendo uso da ferramenta para Ray Tracing. 

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Review | Resident Evil Requiem (PS5) 21

Eu espero que essa música mórbida não queira dizer nada… 

E Resident Evil Requiem também se destaca em outro ponto que é extremamente importante quando estamos falando de terror: design de áudio. Nada é mais aterrorizantedo que você estar num corredor escuro, e ouvir o barulho de uma corrente arrastando no chão que você tem certeza que pertence àquele zumbi que está te perseguindo. 

Isso sem contar os momentos em que você pega um objeto, e algo muito tenso está prestes a acontecer e o jogo te deixa saber que o seu infarto está muito próximo graças à musiquinha vinda diretamente do inferno que toca de fundo. 

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Mas a qualidade do áudio não está limitada somente aos momentos de terror, com o barulho dos tiros das armas também sendo muito bem feitos, e melhorando ainda mais o clima de insanidade durante os momentos com Leon. E a trilha sonora sabe quando tocar na nostalgia no momento em que você chega em Raccoon City. 

Com Resident Evil Requiem, a CAPCOM alcançou o seu objetivo

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Review | Resident Evil Requiem (PS5) 23

Após anos apanhando, a CAPCOM finalmente cumpriu a sua missão de entregar o melhor dos dois mundos em um único jogo de Resident Evil. Ainda vai existir a parte dos fãs que não gosta de jeito nenhum quando a franquia pende para a ação, e tem aqueles que não gostam da parte de terror, mas é aquela máxima, né, nem Jesus agradou a todos. 

Resident Evil Requiem é, definitivamente, um dos meus jogos favoritos do ano mesmo que ainda esteja no começo de 2026. Se você já gosta da franquia, pode ir sem medo de ser feliz. Se você ainda não conhece a franquia, Resident Evil Requiem é a oportunidade perfeita para dar uma chance. 

Essa review de Resident Evil Requiem foi produzida através de uma chave de review do game para PS5, gentilmente cedida pela Capcom

O Review

Resident Evil Requiem

9.5 Pontuação

Resident Evil Requiem é, definitivamente, um dos meus jogos favoritos do ano mesmo que ainda esteja no começo de 2026. A CAPCOM finalmente conseguiu cumprir seu sonho de misturar terror e ação de forma excelente em um único jogo da franquia, entregando um conteúdo de altíssima qualidade.

PRÓS

  • Ótima jogabilidade nas duas campanhas
  • O áudio está sensacional
  • Equilíbrio excelente entre terror e ação
  • Leon está um grande de um gostoso

CONTRAS

  • Alguns detalhes meio bobos da história
  • Falta de um modo mercenários no lançamento

Review detalhado

  • Gráficos 0
  • História 0
  • Jogabilidade 0
  • Áudio 0
Tags: Resident Evil 9Resident Evil Requiem
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