Lançado dia 12 de Agosto de 2025 pela DoubleMoose e publicado pela The Arcade Crew, Abyssus traz uma proposta que mistura ação e estratégia com uma ambientação embaixo d’água. Com elementos de FPS, roguelike e jogabilidade co-op, o jogo aposta em uma identidade própria batizada de brinepunk, uma estética que mistura steam punk, com fundo do oceano.
É notável as referências como Deep Rock Galactic e até Bioshock, o jogo estabelece sua própria narrativa e atmosfera, oferecendo uma jornada densa e frenética em meio a ruínas esquecidas e criaturas corrompidas.

Atmosfera Narrativa de Abyssus
O cenário de Abyssus se desenrola em uma realidade alternativa do século XIX, onde a humanidade depende da brine uma salmoura energética encontrada apenas nas regiões mais profundas do oceano. O jogador assume o papel de um mercenário com armaduras retrofuturistas de mergulhador e armas personalizadas, mergulhando em ruínas submersas habitadas por monstros distorcidos.
A narrativa é construída de maneira sutil, sem recorrer a longas cutscenes ou explicações diretas. As informações são reveladas por meio de descrições de itens, artigos de texto, ambientes e encontros pontuais, priorizando a imersão e a curiosidade do jogador em explorar o cenário. A estética brinepunk não é apenas como plano de fundo, mas se manifesta nas mecânicas de combate e no design de inimigos e armas.

Mecânicas de Combate
Com foco na ação em primeira pessoa, Abyssus apresenta uma estrutura de descida procedural por biomas oceânicos. Cada partida exige a escolha de um loadout inicial com armas principais, modificadores e habilidades especiais. O combate é rápido, intenso e exige constante movimentação, precisão e domínio do cenário.
O movimento incorpora saltos, dashes e recargas dinâmicas, mas com a particularidade da resistência da água, que adiciona uma sensação de peso aos controles. Ainda assim, o ritmo se mantém fluido e responsivo, proporcionando trocas desafiadoras sem gerar frustrações mecânicas.

Progressão e Customização de Abyssus
A estrutura roguelike se manifesta de forma robusta na variedade de builds possíveis. São 8 armas-base de lança-chamas a rifles de energia com modos primário e secundário, além de vários modificadores que afetam desde o tipo de dano até invocações de criaturas aliadas.
Durante as incursões, é possível adquirir melhorias temporárias que transformam a dinâmica da run, de bônus de dano a habilidades com temática inspirada em divindades marinhas. Fora das runs, a progressão é mantida com os soul fragments, utilizados para desbloquear aprimoramentos permanentes como aumento de vida, dano inicial e novas opções de equipamentos.
Essa estrutura gera um ciclo viciante de experimentação e evolução, cada tentativa malsucedida rende pequenas melhorias que, acumuladas, elevam significativamente o desempenho em futuras partidas.

Modo Co-Op
O modo cooperativo é, sem dúvida, onde o jogo alcança seu maior potencial. A experiência em grupo exige coordenação e estratégia, com papéis que se definem naturalmente ao longo das partidas jogadores que atraem a atenção dos inimigos, outros que focam em dano à distância ou suporte.
Apesar da possibilidade de jogar sozinho, a dificuldade se eleva consideravelmente em runs solo, e a presença de bots com IA limitada não supre a ausência de parceiros humanos. O sistema de matchmaking, inclusive, apresentou instabilidades, com quedas de conexão e latência elevada, o que comprometeu parte da experiência online.

Visual e trilha sonora
Visualmente, Abyssus se destaca pelo cuidado artístico e pelo contraste entre luz e sombra nas paisagens submersas. A iluminação bioluminescente, as partículas flutuantes e o design das estruturas criam uma sensação constante de opressão.
O estilo brinepunk se consolida na mistura entre ferrugem, neon e elementos mecânicos, compondo um cenário único. No desempenho técnico, o game se manteve com FPS fluido em configurações altas, embora possa ter quedas de performance em momentos mais caóticos com muito enimigos.
A trilha sonora e os efeitos cumprem papel crucial na imersão. A música, com toques industriais e atmosferas orquestrais, casa bem com a ambientação. Sons abafados, ruídos mecânicos e o eco dos disparos intensificam a sensação de profundidade e isolamento. A ausência de dublagem narrativa não compromete a experiência, sendo compensada por um design sonoro detalhado.

Vale a pena jogar Abyssus?
A progressão inicial de Abyssus pode ser arrastada, exigindo repetição para liberação de recursos básicos. A variedade de inimigos em determinados biomas é baixa, o que gera uma sensação de repetição. O balanceamento dos modificadores também são irregulares, alguns tornam-se essenciais em determinadas builds, enquanto outros parecem dispensáveis. O conteúdo de final de jogo é limitado e fortemente dependente de sorte, o que pode diminuir o fator replay.
Abyssus se destaca como uma experiência interessante dentro do gênero FPS roguelike, entregando uma ambientação única, jogabilidade fluida e uma estrutura cooperativa envolvente. A estética brinepunk oferece uma alternativa visual e narrativa aos já saturados universos cyberpunk e sci-fi espaciais. Apesar de problemas pontuais de balanceamento e polimento técnico, o jogo já oferece conteúdo suficiente e espaço para crescimento.
O Review
Abyssus
Abyssus é um FPS roguelike cooperativo ambientado em um universo subaquático brinepunk que combina ação frenética, exploração de ruínas e progressão constante entre runs, o jogo oferece variedade de armas, modificadores e habilidades que estimulam experimentação a cada partida. Seu destaque está no modo co-op, que exige coordenação entre os jogadores, enquanto a atmosfera única, visual detalhado e trilha sonora imersiva reforçam a identidade original da experiência.
PRÓS
- Ambientação original, o estilo brinepunk cria identidade única e atmosférica.
- Jogabilidade frenética, ação fluida e intensa bem divertida.
- Modo Co-Op envolvente o que torna melhor a experiência.
CONTRAS
- Progressão inicial lenta, pode frustrar quem busca recompensas rápidas.
- Variedade limitada de inimigos, alguns biomas acabam se tornando repetitivos.






