Desde o lançamento de Minecraft, em 2009, o mercado de jogos focados em sobrevivência vem apresentando um crescimento constante, com diversos títulos buscando oferecer suas próprias versões de mundos vastos e exploráveis. Crashlands é uma franquia que surgiu nesse nicho específico. A proposta? Explorar não apenas um ambiente amplo, mas também oferecer uma campanha com foco mais direto, incluindo missões, um robusto sistema de criação e construção, além de diversos NPCs que aprofundam a imersão no planeta Woanope.
Lançado originalmente em 2016, Crashlands foi muito bem recebido pela crítica, recebendo elogios pelo roteiro, repleto de humor inteligente, pelos visuais cativantes e por seu sistema de combate divertido e bem estruturado. Quase dez anos depois, a franquia retorna com seu mais novo título: Crashlands 2. O objetivo? Ser maior e melhor em todos os aspectos em que seu antecessor se destacou, ao mesmo tempo em que busca alcançar um público mais amplo, indo além dos dispositivos móveis, sua plataforma original de lançamento.
A grande pergunta é: a Butterscotch Shenanigans conseguiu entregar essa versão ampliada e aprimorada? Descubra em nossa análise completa!
Bem-Vindo de volta a Woanope!

Em Crashlands 2, assumimos o controle de dois personagens, sendo um deles não jogável e que apenas acompanha o jogador. A protagonista é Flux Dabes, uma entregadora intergaláctica que trabalha para o Bureau of Shipping — algo como “Departamento de Navegação”, em uma tradução livre. Durante uma de suas entregas, acompanhada de seu parceiro JuiceBox (literalmente, “Caixa de Suco”), Flux é atacada e sua nave acaba caindo — novamente — no planeta Woanope.
Sem sinais ou expectativas de resgate, Flux precisa se aventurar pelo planeta e encontrar maneiras de sobreviver, além de buscar uma forma de escapar dali. Logo no início do jogo, somos apresentados ao sistema de crafting, que permite ao jogador criar uma variedade de itens clássicos dos jogos de sobrevivência: machados, espadas, mobília, pisos, paredes e muito mais.

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No entanto, desde o primeiro título, Crashlands se destaca por dois aspectos principais: sua excelente trilha sonora e seus belíssimos gráficos. A direção de arte e a escolha de cores são especialmente notáveis, proporcionando ao planeta Woanope uma ambientação rica e agradável. A combinação entre o visual vibrante e a música que acompanha a jornada torna a experiência de exploração ainda mais envolvente.
Além disso, o jogo conta com diversos NPCs que aprofundam o conhecimento sobre a cultura local do planeta, ao mesmo tempo em que são bastante úteis ao jogador. Eles ensinam diversas receitas — desde itens simples, como pisos para a base, até partes de armaduras e novas armas, como explosivos, por exemplo.
Crashlands traz uma exploração recompensadora

Uma das melhores partes dos jogos de sobrevivência é o momento em que reunimos nossos equipamentos e partimos em busca de aventuras. Crashlands 2 recompensa generosamente aqueles que se dispõem a explorar até as regiões mais hostis de Woanope — não apenas com mais recursos, mas também com aprimoramentos exclusivos para Flux. Por meio das Juice Jems — algo como “Joias de Suco”, em uma tradução livre e adaptada — é possível melhorar os atributos da personagem por meio de uma árvore de habilidades, aumentando dano, vida, chance de acertos críticos, entre outros aspectos. Isso torna a jornada progressivamente mais fácil e transmite ao jogador a sensação de que sua permanência no planeta o está tornando mais forte.

Um ponto digno de elogio no jogo é o excelente mapeamento de controles, que permite ao jogador adaptar-se rapidamente tanto aos combates quanto ao sistema de construção — que, diga-se de passagem, é muito bem elaborado. O sistema permite remover praticamente qualquer item colocado no ambiente, desde pisos até paredes da base, oferecendo grande liberdade e flexibilidade.
O combate, por sua vez, é relativamente simples. Embora a maioria dos inimigos cause danos elevados a Flux, o uso estratégico das esquivas — que contam com três cargas simultâneas — e o respeito aos indicadores visuais de ataque dos monstros tornam possível dominar as batalhas com relativa facilidade. Jogadores mais atentos podem, inclusive, enfrentar hordas de criaturas sem sofrer um único golpe.
Outro detalhe interessante é que os monstros não estão no mapa apenas por estarem lá; eles possuem comportamentos próprios, interagem com o ambiente e podem atacar o jogador — ou até outros seres — para manter a dominância sobre seu território. Por exemplo, alguns monstros alimentam-se das árvores do cenário, e caso o jogador destrua essas árvores enquanto eles se alimentam, eles se tornarão agressivos. Portanto, é prudente estar atento antes de coletar qualquer recurso, para evitar atrair atenção indesejada.
E ai? Crashlands 2 vale a pena?

Crashlands 2 é um título bastante surpreendente em tudo o que se propõe a oferecer. Com ótimos gráficos e uma trilha sonora envolvente, certamente conquistará seu espaço dentro do nicho de jogos de sobrevivência. No entanto, há algumas ressalvas a serem feitas. A primeira delas é a ausência de um modo multijogador no lançamento — um recurso presente no primeiro título há algum tempo. Além disso, o ritmo de progressão pode ser considerado acelerado demais, o que pode desagradar jogadores mais exigentes, acostumados com experiências de sobrevivência mais desafiadoras.
Boa parte dessa velocidade se deve ao fato de Crashlands 2 também estar disponível para dispositivos móveis, o que implica em um ritmo de jogo propositalmente mais dinâmico. Isso é algo necessariamente ruim? Não. Mas pode causar certo estranhamento para quem espera um desafio mais rigoroso, especialmente no que diz respeito à administração de recursos e penalidades.
O jogo conta com localização em português do Brasil, e esta está muito bem feita. Isso permite que jogadores que não dominam o inglês possam aproveitar plenamente a história, os personagens e o humor característico da franquia.
Se o que você procura é uma aventura mais leve e descomplicada — especialmente após um dia cansativo ou momentos de estresse — Crashlands 2 pode ser a escolha ideal. O título não impõe tantas punições como outros jogos do gênero; por exemplo, ao morrer, o jogador não perde seus equipamentos, o que torna a experiência mais acessível e menos frustrante.
A análise deste título foi feita com uma cópia gratuita cedida pela Butterscotch Shenanigans.
O Review
Crashlands 2 (PC)
Crashlands 2 oferece uma experiência fluida tanto no combate quanto na construção. O sistema de batalha, embora simples, permite lutas envolventes e estratégicas graças ao uso de esquivas e à leitura dos padrões de ataque inimigos. A ambientação se beneficia de uma direção de arte vibrante e uma trilha sonora marcante, tornando a exploração do planeta algo realmente prazeroso.
PRÓS
- Ótima trilha sonora
- Gráficos lindissimos
- A exploração é muito bem recompensada
- Um roteiro excelente e muito bem executado
CONTRAS
- O jogo pode ser fácil demais para alguns
- Ausência de modo multijogador no lançamento
- A progressão rápida pode ser menos atrativa para alguns






