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Análise | Far: Lone Sails

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Far: Lone Sails é um jogo de aventura desenvolvido pela empresa Okomotive e produzido pelo estúdio Mixtvision Digital GmbH. Encontra-se disponível para PlayStation 4, XBox One e PC. Seu formato em 2D lembra muito os games Limbo e Inside.

Enredo

O jogo começa com uma despedida fúnebre em que o personagem parte sozinho rumo a um veículo que mais parece uma locomotiva e tem suas funções terrestre e aquática misturadas. Nele há imagens que remetem a um projeto no cômodo que seria o quarto. Nenhum ser vivo além de nosso personagem parece existir e talvez seja isso que ele queira descobrir. Então começa a saga. Ele parte em busca de outros sobreviventes ao evento da grande destruição e tenta a todo custo ir para o mais distante possível do lugar onde tudo começou.

Um ponto interessante que vale comentar é que não dá pra saber se o personagem é masculino ou feminino e que embora ele pareça ser o único sobrevivente, a máquina que o transporta torna-se central e a tentativa constante de mantê-la funcionando é quase como se ela fosse o ser vivente companheiro da viagem. Arriscaríamos a dizer que talvez ela fosse a personagem principal do game. Então nosso viajante solitário precisa fazer de tudo para mantê-la funcionando. Primeiramente em relação aos cuidados com o veículo. É preciso se preocupar com o abastecimento, com a manutenção e o controle na direção dele. Por isso encontrar e acumular combustível é tão essencial quanto retirar objetos de grande porte que obstruam a sua circulação.

Jogabilidade

Embora seja simples e intuitivo movimentar o personagem, o jogador observará que será bem intenso. Não há folga. É preciso ser organizado e bem coordenado. É bem frenético e a máquina precisa de atenção constante. Seja pelo combustível que está acabando, ou por um curto-circuito que inicia um incêndio, ou ainda por obstáculos no caminho. Isso faz com que o jogo, que tem cerca de três horas de duração, pareça muito mais longo.

Gráfico e som

Como evidenciado no início da análise, o jogo apresenta seu formato em 2D e esse recurso é bem explorado. O visual se divide entre o dentro e o fora dos ambientes. Os traços são simples e bem demarcados, bem como os efeitos aplicados. É impressionante como trabalharam bem com as variações de cinza e preto e usaram apenas as cores primárias vermelha e azul para destacar alguns pontos. E o cenário pós-apocalíptico, apesar de triste, solitário, devastado, e minimalista às vezes, ainda assim é preciso reconhecer sua beleza.
A trilha sonora é suave, agradável e enigmática. Mas o que realmente se destaca são os efeitos sonoros. Eles são os responsáveis por transportar os jogadores para dentro do jogo.

Conclusão

Far: Lone Sails é um jogo interessante. É ao mesmo tempo simples e envolvente. É correria com aparência de calmaria. Embora sua mecânica não seja muito exigente, para concluí-lo é preciso agilidade, organização e uma dose temperada de paciência, afinal o jogador não terá descanso. Talvez por isso os puzzles sejam fáceis. A trilha é gostosa, mas os efeitos sonoros merecem mais destaque. Quem joga sente toda a aflição e torce por um final feliz para o personagem. E o fim é realmente emocionante e vale a pena chegar lá!

Far: Lone Sails foi gentilmente cedido à Manual dos Games para análise pela Mixtvision Digital GmbH

Publicado em 28 de maio de 2018 às 15:44h.
2018-05-28 15:44:19

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