Cumprindo o compromisso da Square Enix em levar o ambicioso projeto de remake de Final Fantasy VII para todas as plataformas, Final fantasy VII Rebirth finalmente está chegando ao Nintendo Switch 2 e aos consoles Xbox Series X|S no próximo dia 3 de junho, permitindo que os jogadores dessas plataformas vivenciem o segundo capítulo da jornada ao desconhecido de Cloud, Aerith, Tifa, Barret e todo o restante dos personagens que se juntarão ao grupo ao longo da jornada.
Tive a oportunidade de jogar em antecipado a versão de Final Fantasy VII Rebirth para o Nintendo Switch 2, e finalmente chegou a hora de compartilhar as minhas impressões sobre o que é, em minha opinião, o port mais importante que o Nintendo Switch 2 recebeu até agora.
Antes de iniciar o review de fato, preciso deixar claro que esse review irá abordar apenas os aspectos técnicos de Final Fantasy VII Rebirth no Nintendo Switch 2, já que seu conteúdo de história e gameplay é o mesmo disponível para PS5 e PC. Caso queira conferir mais detalhes sobre a história e um aprofundamento nas mecânicas de gameplay do game, você pode conferir o nosso review completo da versão de Final Fantasy VII Rebirth para PC clicando aqui.
Final Fantasy VII Rebirth demonstra o verdadeiro poder do Nintendo Switch 2

O anúncio de Final Fantasy VII Rebirth foi por meses um dos principais tópicos a respeito do poder do Nintendo Switch 2, já que o game da Square Enix deu um certo trabalho até mesmo para o PS5 base, fazendo com que muitos jogadores ficassem em duvida se a Square Enix de fato conseguiria entregar uma experiência a altura do que o RPG merece. Muitas dessas perguntas surgiram por conta do mundo aberto colossal do game, o que naturalmente faria com que Rebirth fosse a prova de fogo definitiva para tirar a prova se o Switch 2 realmente pode dar conta de jogos de mundo aberto gigantescos.
Felizmente, a resposta curta para essa pergunta é: SIM, Final Fantasy VII Rebirth entrega uma experiência extremamente sólida no Nintendo Switch 2, mas é claro, algumas concessões tiveram que ser feitas.
A primeira coisa que pude notar é que a taxa quadros está fixa em 30 FPS, o que não é nenhuma surpresa para ninguém, já que a Square Enix já havia tomado essa mesma decisão para FF VII Remake. O que me surpreendeu, no entanto, é o quão estável é essa taxa de quadros, com pouquíssimas quedas perceptíveis mesmo em momentos de muita ação como em batalhas no mundo aberto ou em lutas contra chefes.


Essa mesma estabilidade também se repetiu ao atravessar o mundo aberto, seja a pé ou nas costas de um chocobo, foram pouquíssimos os momentos nos quais eu senti uma engasgada ou problemas dessa natureza tanto no dock quanto no modo portátil, o que foi uma boa evolução comparado ao que foi apresentado na demo.
As texturas de maneira geral também não sofreram nenhum downgrade muito grande quando comparadas a versão do PS5 base, principalmente as texturas das construções e monumentos das cidades, os montro, os cabelos e roupas dos personagens, que continuam muito bem detalhados e com uma excelente qualidade visual, principalmente quando levamos em conta o hardware do Nintendo Switch 2.
Os efeitos de habilidades em contraste com a belíssima iluminação continuam maravilhosos, enchendo a tela de partículas a todo o momento e, como já dito anteriormente, sem afetar de forma drástica a performance, sendo uma experiência visual muito próxima a das demais plataformas.
O feito da Square se torna ainda mais impressionante quando levamos em conta o escopo do game, que traz um mapa gigantesco com diferentes biomas e que exigem um forte poder de processamento graças as partículas que enchem a tela, principalmente durante os combates, sendo um dos ports (se não O port) mais impressionantes para o Switch 2 até o momento.


Mas claro, para chegar nesse resultado, a Square Enix teve que fazer algumas concessões, que apesar de serem notáveis logo de cara, honestamente, não diminuem em nada o excelente trabalho feito pelo time de desenvolvimento do port para o Nintendo Switch 2.
A primeira grande concessão que pude notar logo de cara é a resolução, que apesar de não chegar a ser um problema principalmente ao jogar no modo portátil, pode causar um certo incomodo ao jogar no modo dock em televisores maiores. Claro, era esperado que Final Fantasy VII Rebirth não chegasse aos 4K, como já havia sido confirmado pelo diretor do game em entrevistas anteriores, mas o upscaling para 1080p no modo dock as vezes deixa um pouco a desejar.
Outro problema que ficou ainda mais evidente foram os pop-ins de objetos e principalmente da vegetação no mundo aberto, um problema que já acontecia na versão de PS5 (o que inclusive causa um bug visual bem engraçado no PS5 Pro), mas que se torna algo completamente escancarado no Switch 2. É impossível não notar a vegetação simplesmente surgindo na sua frente conforme atravessa o mundo aberto, ou objetos enormes como carroças no caso das cidades, o que novamente, não diminui o excelente trabalho de otimização feito pela Square Enix, mas é um problema muito difícil de se ignorar.

Mas se por um lado o port para Nintendo Switch 2 trouxe a tona problemas antigos, a nova versão do game também traz algumas novidades muito bem-vindas, com a introdução das vantagens. Assim como em Final Fantasy VII Remake, as vantagens permitem customizar a sua experiência, como aumentar a experiência , gil e PA ganhos, melhorar a aquisição de habilidades ou simplesmente ligar o “god mode”, se tornando imortal e/ou derrotando os inimigos com um só golpe.

Claro, a utilização dessas vantagens é TOTALMENTE opcional, ou seja, se você quiser aproveitar o game sem utilizar nenhum desses modificadores, você provavelmente sequer notará a presença desse menu escondido entre as opções do game. O objetivo da Square Enix não é retirar o desafio dos jogadores que gostam de se desafiar nos conteúdos mais casca grossa do game, mas sim permitir que mais jogadores possam acompanhar a jornada.
O futuro de Final Fantasy VII está garantido no Switch 2

Final Fantasy VII Rebirth é mais do que um bom port para o Nintendo Switch 2, é o atestado de que sim, o console da Nintendo está mais do que preparado para receber a terceira e última parte do projeto de remakes e, quem sabe, até mesmo um possível Final Fantasy XVII, já que o belíssimo trabalho de otimização da Square Enix prova de uma vez por todas que o híbrido da Big N é capaz de rodar mundo colossais, desde que seja colocado empenho para fazer acontecer.
Claro, algumas concessões e problemas herdados de seu lançamento original ofuscam um pouco o port, mas o resultado final alcançado pela Square Enix é extremamente positivo na balança, sendo uma experiência sólida de Final Fantasy VII Rebirth tanto para os jogadores que irão experienciar o game pela primeira vez quanto para quem está cogitando retornar ao game para aproveitar a portabilidade do Switch 2 em uma nova jogada.
Essa review de Final Fantasy VII Rebirth foi produzida através de uma chave de review do game para Nintendo Switch 2, gentilmente cedida pela Square Enix
O Review
Final Fantasy VII Rebirth
Apesar de algumas concessões e problemas herdados de seu lançamento original, Final Fantasy VII Rebirth se provou como uma experiência extremamente sólida no Nintendo Switch 2, mantendo uma boa qualidade gráfica e performance tanto no modo dock quanto no portátil, se tornando o novo benchmark do híbrido da Nintendo.
PRÓS
- Gráficos continuam lindíssimos tanto no modo portátil quanto no dock
- Performance estável a 30 FPS
- Retorno do sistema de vantagens
CONTRAS
- Problemas constantes com pop-ins
- Upscaling de resolução no modo dock deixa a desejar






