A linha de notebooks Galaxy Book da Samsung é conhecida dos consumidores pelos seus designs premium e praticidade, sendo sempre uma excelente ferramenta para quem precisa de um notebook confiável seja para trabalho, estudos ou outros afazeres do dia-a-dia.
Com o lançamento do Galaxy Book4 Edge, a Samsung prometia trazer todo o conforto e praticidade dos notebooks da linha, com um design discreto e utilizando um processador Snapdragon por baixo do capô. Tive a oportunidade de utilizar o Galaxy Book4 Edge por cerca de 4 meses para testes, e trago pra vocês todos os principais pontos negativos e positivos do novo membro da família Galaxy Book.
Leve e prático, Galaxy Book4 Edge se prova uma excelente escolha para quem busca conforto sem abrir mão da portabilidade
Os notebooks da linha Galaxy Book da Samsung sempre tiveram como umas de suas principais características seu peso e sua praticidade, o que acabou tornando a linha da Samsung um dos queridinhos para quem precisa constantemente levar seu notebook para o escritório ou faculdade, e felizmente o Galaxy Book4 Edge também se destaca nesse aspecto, sendo a primeira boa impressão que tive com o aparelho ao tirá-lo da caixa.
Pesando apenas 1,5 kg e sendo extremamente fino, é possível transportá-lo até mesmo em mochilas comuns sem nenhum incômodo, abrindo espaço para carregar mais objetos (e poupando um pouco mais as suas costas).


Já no que diz respeito a sua tela, o Galaxy Book4 Edge vem equipado com um painel LED de 15 polegadas com resolução full HD, acabamento antirreflexo e dobradiça de 180º, o que permite utilizar o aparelho nos mais variados angulos. No entanto, nem tudo são flores, e o touchscreen acabou ficando de fora, o que pode ser uma bola fora para alguns usuários.
Apesar de ser uma tela considerada simples, suas cores são bem vivas e cumprem muito bem o seu papel nos afazeres diários, apesar de deixar aquela sensação de que uma tela AMOLED faria um trabalho muito melhor aqui.

O teclado também se provou extremamente confortável, com suas teclas tendo um tamanho perfeito até mesmo para um usuário que sofram do famoso ”mal das mãos de ogro” (como esse que vos escreve), sendo de fácil adaptação para quem está acostumado com teclas maiores que geralmente são o padrão de outras marcas. O touchpad também se mostrou muito preciso, compartilhando o conforto apresentado pelas teclas.
Mas um bom notebook não vive só de design, né? Felizmente, o Galaxy Book4 Edge me surpreendeu positivamente nesse quesito.
Galaxy Book4 Edge prova que ARM chegou para ficar nos laptops
Equipado com o processador Snapdragon X Elite, o Book4 faz parte dos notebooks que deixaram de lado a arquitetura x86 para abraçar a ARM, que a anos é utilizada nos smartphones e aos poucos tem ganhado espaço no mercado de computadores. Essa informação geralmente assusta vários usuários que não estão acostumados a associar notebooks com ”processadores de celular”, mas não se engange, o X Elite é um verdadeiro monstrinho e não deve em nada para os Intel e AMD que geralmente são equipados em laptops.
Contanto com 16 GB de ram e SDD de 512GB, o Galaxy Book4 Edge se comporta de maneira extremamente satisfatória em atividades rotineiras, como navegar na internet, assistir vídeos no youtube, streaming e programas que podem exigir um pouco mais da máquina, sendo um ótimo companheiro para quem procurar um laptop para uso geral.
No entanto, a ausência de uma GPU dedicada acaba prejudicando a escolha para os consumidores que procuram uma máquina para jogar, editar vídeos ou outras atividades que exijam uma GPU potente para renderizar arquivos que exijam mais da memória de vídeo. É possível jogar alguns games mais leves, mas mesmo nesses casos, é necessário fazer algumas concessões nos gráficos para atingir uma performance satisfatória.
Também é importante ressaltar que alguns programas podem apresentar problemas ou sequer inicializarem por ainda não serem suportados pela arquitetura dos chips da Snapdragon, o que pode acabar causando algumas frustrações.
Apesar desse asterisco, o Galaxy Book4 Edge não deve em nada para os laptops baseados em x86, entregando uma boa performance desde o momento que o dispositivo é ligado, com um rápido tempo de inicialização do Windows e segurando as pontas mesmo em momentos de stress com muitos programas ou abas do Chrome abertas.
Sua bateria também acaba se destacando, podendo durar entre 22 a 27 horas a depender das configurações de energia e dos programas utilizados durante o uso. Um diferencial relacionado a bateria que me chamou muito a atenção (positivamente), foi o fato de que o Book4 Edge utiliza entradas usb-c para ser carregado, permitindo carregar o dispositivo em basicamente qualquer lugar, e é algo que eu honestamente espero que mais marcas comecem a adotar.
Mas eai, vale a pena?
O Galaxy Book4 Edge me surpreendeu positivamente como minha primeira experiência com um notebook ARM, atendendo muito bem minhas necessidades rotineiras aqui na redação da Manual e para uso pessoal, me fazendo realmente cogitar migrar para um Galaxy Book quando chegar a hora de dar adeus ao meu atual laptop. Seu peso e corpo fino o torna uma ferramenta valiosíssima para quem precisa frequentemente carregar o laptop em uma mochila, sendo uma boa opção para quem não vê problema em abrir mão de performance por praticidade.
No entanto, a baixa performance quando o assunto são jogos me impede de recomendar o dispositivo para os jogadores que buscam uma máquina que possa ser um ”faz tudo”, já que seu propósito definitivamente não é atender o público gamer, longe disso, sendo inteiramente construído para uso geral que não exijam muito de uma máquina.
A falta de compatibilidade com a arquitetura ARM também pode ser um problema para alguns usuários, o que torna difícil a indicação para usuários que dependem de programas que ainda não oferecem total compatibilidade com os processadores da Snapdragon.






