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Home Análises

Review | Hollow Knight: Silksong (PC)

Joao Victor por Joao Victor
29 de setembro de 2025
em Análises
Hollow-Knight-Silksong

Hollow Knight: Silksong finalmente está entre nós e, como grande fã do primeiro título, não poderia estar mais grato por jogar um jogo que aguardei durante tantos anos para ser lançado. Tanto Silksong quanto o original são extremamente importantes para mim por diversos motivos: arte, trilha sonora, mecânicas e, sem dúvida, por se destacarem como alguns dos melhores metroidvanias já feitos. Agora, porém, temos um novo capítulo. Será que ele supera o primeiro Hollow Knight ou fica aquém das expectativas? Tudo isso vamos descobrir nesta review.

ATO I: História, construção de mundo e personagens

Nossa história em Hollow Knight: Silksong começa com uma cena animada mostrando Hornet, nossa protagonista, em uma jaula sendo levada por uma espécie de insetos até Fiarlongo. No entanto, a viagem é interrompida quando o grupo é atacado por uma entidade misteriosa, a jaula é destruída e conseguimos escapar para essa nova região. A introdução de Silksong é excelente ao impor diversas perguntas ao jogador: quem capturou Hornet? Por quê? E, principalmente, quem a salvou? Levantar essas questões é uma ótima forma de engajar o jogador com a narrativa e, sobretudo, com a protagonista, que tem grande interesse em compreender tudo o que está acontecendo nesse reino. É a partir disso que a aventura começa.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 10

Ao optar por não retornar a Hallownest, o reino do primeiro jogo, a Team Cherry precisou se comprometer com a construção de um novo mundo em Fiarlongo. Para isso, a narrativa precisava ser também visual: os ambientes entregam pistas através de seus maquinários e conexões, tudo tem uma lógica na estruturação desse universo, que se complementa quando contada por meio de um dos principais elementos da história: os personagens. Dessa vez, havia um trunfo a favor: Hornet fala. Protagonistas mudos trazem certas limitações narrativas, algo visível no primeiro jogo da série. Como Hornet interage ativamente com perguntas, comentários e até ameaças com os habitantes de Fiarlongo, ela aprofunda a compreensão do jogador sobre o reino e seus personagens, fazendo justamente os questionamentos que nós mesmos gostaríamos de levantar.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 11

Mas fazer perguntas não seria suficiente sem um elenco forte. O conjunto de personagens de Hollow Knight: Silksong é um dos elementos-chave por um motivo simples: carisma. Você encontrará diversos insetos com histórias, jornadas e objetivos próprios ao longo da exploração alguns deles serão responsáveis por lhe fornecer missões secundárias que irão aprofundar ainda mais as suas próprias história. E como Hornet é uma peregrina, eles compartilham detalhes sobre o funcionamento do reino, não de maneira expositiva ou cansativa, mas gradualmente, conforme exploramos as diferentes áreas desse universo incrível.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 12

Essa jornada de descobertas se desenvolve por meio de visuais, diálogos, textos e algumas poucas cenas ao longo da campanha, que é dividida em três atos e pode levar a até cinco finais diferentes. No geral, adorei. A história é contada de forma envolvente e motivadora. Enquanto no primeiro Hollow Knight precisei recorrer a vídeos explicativos para entender seus mistérios e nuances, aqui, só o fato de Hornet dialogar diretamente com outros personagens já tornou a experiência muito mais acessível e natural de acompanhar.

ATO II: Jogabilidade, sistemas de progressão e dificuldade

Como já ficou claro no tópico anterior, aqui assumiremos o papel de Hornet para explorar Fiarlongo em busca de respostas para nossas perguntas. Enquanto a jornada do primeiro título se concentrava em descer até o reino de Hallownest e atravessar suas diferentes camadas, aqui o objetivo é ascender, escalar até o topo, onde possivelmente encontraremos nossas respostas, na Cidadela.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 13

Assim que assumimos o controle de Hornet, diversos elementos de sua jogabilidade ficam evidentes: ela é ágil em seus movimentos e rápida em seus ataques. Essa mudança, que à primeira vista pode parecer pequena, é muito mais significativa do que parece e vai ganhando importância conforme progredimos em Silksong. E, para avançar, precisamos atravessar diferentes áreas interconectadas, cada uma com seus próprios perigos, sejam eles desafios de plataforma, inimigos comuns ou chefes realmente desafiadores.

Para superar esses obstáculos, Hornet faz uso de sua arma, a agulha, para eliminar inimigos, além de possuir habilidades de combate, como a de arremessar a própria agulha a longa distância. Já nos desafios de plataforma, contamos com recursos como dash, pulo duplo e outras habilidades adicionais. Ambos os elementos, combate e mobilidade, são indispensáveis, pelo menos em certos momentos, para alcançar pontos-chave de progressão. E, já que falamos de progressão, vale destacar que Hornet pode aprimorar tanto sua vida quanto seu dano ao encontrar itens específicos espalhados pelo mapa.

Silksong
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Outro aspecto fundamental ligado à progressão é o sistema de brasões. Cada brasão concede a Hornet um conjunto único de ataques, além de habilidades especiais, como recuperar vida enquanto ataca. Esses brasões também oferecem diferentes slots para o uso de ferramentas e itens de exploração. Entre eles, há desde uma bússola, que indica nossa localização, até facas arremessáveis ou um item que acelera a recuperação de vida. Esse sistema é, na minha visão, um dos elementos mais importantes de Silksong: a possibilidade de montar brasões que complementam e moldam o seu estilo de jogo. No início, as opções são limitadas, mas, conforme progredimos, surgem combinações cada vez mais criativas e poderosas.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 15

Em relação à dificuldade de Hollow Knight: Silksong, considero-a bastante justa no combate e extremamente desafiadora nos trechos de plataforma. No combate, muitas vezes é possível evitar um confronto difícil e retornar depois, quando se estiver mais forte, algo semelhante ao que acontece em Elden Ring, ainda que em proporção menor. Já nos desafios de plataforma, embora existam diversas habilidades que auxiliem nesse aspecto, no fim das contas é a sua própria destreza que fará diferença, pois será preciso executar os movimentos com precisão. Tanto no combate quanto na plataforma, tudo depende de paciência e engajamento: é necessário prestar atenção no que está sendo feito.

Eu tinha muitos questionamentos sobre como seria possível expandir e melhorar a jogabilidade de um metroidvania que, em sua essência, não deixa de ser um side-scroller 2D. Devo dizer que, em Silksong, a Team Cherry encontrou diversas formas de alcançar isso. Hollow Knight: Silksong é divertido, dinâmico e, muitas vezes, extremamente recompensador. É simplesmente prazeroso de jogar e demonstra excelência em todos os seus aspectos. Os desafios são apresentados de maneiras variadas, a progressão é constante e o mapa interconectado oferece tanto surpresas agradáveis quanto desagradáveis. Posso ir além e afirmar que todos esses elementos se unem para entregar uma experiência realmente viciante.

ATO III: Direção de arte, trilha sonora e level design

Visualmente, Hollow Knight: Silksong é belíssimo. Sua direção de arte é impecável, entregando áreas memoráveis de tão distintas que são. É possível identificá-las facilmente, seja pelos elementos presentes no mapa ou simplesmente pela paleta de cores de cada ambiente. O resultado é um visual completamente único, mesmo quando comparado ao primeiro título da franquia. Mas vai além disso: o level design também desempenha um papel fundamental, especialmente em um metroidvania.

Silksong
Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 16

A combinação entre direção de arte e level design fica evidente quando começamos a notar elementos de uma nova área surgindo lentamente na região em que estamos. Pode ser um pouco difícil de explicar, mas imagine assim: quando estamos na Medula, um ambiente majoritariamente cavernoso, e nos aproximamos da trilha de Skar, começamos a perceber traços do segundo mapa aparecendo no primeiro. Isso transmite uma sensação de conexão e reforça a ideia de que aquele mundo é realmente vivo. Além disso, não é preciso entrar em detalhes sobre os diferentes mapas, áreas, passagens secretas e segredos, que estão muito mais presentes do que no primeiro jogo, mas vale destacar como certas regiões se interconectam de forma surpreendente, a ponto de provocar genuína sensação de surpresa no jogador.

Para dar vida a esse mundo e seus inimigos, entra em cena o design de áudio. Temos excelentes efeitos sonoros, que vão desde os sons ambientais até os da própria Hornet interagindo com o cenário. Ao pisar na grama ou em vidro, por exemplo, o som de seus passos muda completamente. Por fim, a trilha sonora se destaca com músicas memoráveis, especialmente nas batalhas contra chefes, algumas das quais você inevitavelmente ouvirá várias vezes devido às repetidas tentativas.

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Review | Hollow Knight: Silksong (PC) 17

De forma geral, achei tudo excelente, mas não necessariamente uma evolução em relação ao que já tínhamos em Hollow Knight. E isso não é um problema: na verdade, demonstra o refinamento daquilo que já era incrível desde o início. A arte continua chamando atenção e Silksong a complementa perfeitamente. Para concluir, vale informar que durante minha experiência não encontrei nenhum tipo de bug ou crash, o que certamente é um ponto extremamente positivo.

Você já sabe que Hollow Knight: Silksong vale a pena

Como o estúdio não enviou cópias de review para a imprensa, quando esta análise for ao ar, muitos dias após o lançamento, você provavelmente já saberá que Hollow Knight: Silksong vale a pena. Seja por ter acompanhado o seu streamer favorito jogando, por ter ouvido amigos comentarem ou até mesmo por já ter experimentado o jogo, a verdade é que isso está claro: pode não ser exatamente o seu estilo, mas você sabe que este é um dos melhores jogos do ano.

A estrutura de três atos desta review foi pensada em paralelo aos três atos presentes em Silksong. Foi uma jornada árdua, satisfatória e, principalmente, bela. Em cada um deles, todos os tópicos abordados na análise se ampliam, revelando um jogo em constante evolução e construído com carinho em cada detalhe. E para entregar um título com tantos pontos positivos, os desenvolvedores criaram primeiro uma obra de arte e, depois, um videogame. A junção desses dois elementos resulta em uma das experiências mais memoráveis de um dos anos mais marcantes para os videogames.

Sim, Silksong vale a pena. E, junto de muitos outros, Hollow Knight: Silksong é um dos melhores jogos do ano de 2025.

O Review

Hollow Knight: Silksong

10 Pontuação

Hollow Knight: Silksong expande a fórmula do original de forma tão criativa e ousada que se torna algo único e memorável, indo além de qualquer sombra deixada pelo primeiro jogo. Sua jogabilidade ágil, os desafios bem equilibrados, a progressão variada e a direção de arte impecável, aliadas a um level design coeso e trilha marcante, consolidam Silksong como um dos grandes jogos de 2025 e reafirmam a Team Cherry como um dos estúdios mais talentosos da atualidade.

PRÓS

  • Jogabilidade ágil e divertida
  • Level Design extremamente bem elaborado
  • Lutas contra chefes memoráveis
  • Sistema de progressão dinâmico

Review detalhado

  • História 0
  • Jogabilidade 0
  • Direção de arte 0
  • Áudio 0
Tags: Hollow Knight: Silksong
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Tenho 25 anos, apaixonado pelo mundo dos jogos e pela criação que os envolve. Minha paixão abraça todos os gêneros, e nas horas livres, sou engenheiro mecânico na area de refrigeração industrial.

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