Invincible VS chegou ao PS5, Xbox Series e PC em um momento bastante oportuno, surfando na popularidade crescente da animação. Como alguém que acompanha jogos de luta há bastante tempo e que também já tinha interesse nesse universo, minha curiosidade com o jogo foi imediata. A proposta de transformar batalhas intensas em um sistema competitivo 3 contra 3 parecia promissora, principalmente considerando o que outros títulos já fizeram com essa fórmula.
Depois de muitas horas jogando, testando modos offline e, principalmente, me dedicando ao online, posso dizer que Invincible VS é um jogo que me divertiu bastante. Ao mesmo tempo, ele deixa claro que ainda não atingiu todo o potencial que poderia. É aquele tipo de experiência que te prende facilmente, mas que também faz você pensar em tudo o que ainda poderia ser melhor e como poderia.
Proposta acessível para todos os tipos de jogadores

Logo no início, o jogo mostra que quer ser acessível. Isso fica evidente desde os primeiros combates, com comandos simplificados e uma curva de aprendizado rápida. Essa decisão lembra bastante o caminho adotado por Street Fighter 6, que conseguiu atrair novos jogadores sem afastar os mais experientes. Em Invincible VS, essa filosofia também funciona, pelo menos em um primeiro momento.
O diferencial aqui está no sistema de equipes. Assim como em Dragon Ball FighterZ, o jogador monta um trio de personagens e precisa aprender a utilizar cada um de forma estratégica. Não basta saber jogar bem com um lutador específico, é necessário entender como eles se complementam, quando trocar e como usar assistências para manter a pressão.
Jogabilidade viciante e cheia de momentos intensos
Se tem algo que me fez continuar jogando Invincible VS por horas seguidas, foi a jogabilidade. Existe um senso de fluidez e impacto nos golpes que torna cada luta empolgante, principalmente quando você começa a entender melhor o funcionamento do jogo.
Os comandos simplificados ajudam muito nesse processo inicial. Em pouco tempo, já é possível executar combos, usar especiais e trocar personagens sem dificuldade. Isso cria uma sensação imediata de progresso, algo que considero essencial em jogos desse gênero.
Com o tempo, o jogo começa a mostrar sua profundidade. O uso estratégico dos parceiros, a construção de combos mais longos e o gerenciamento das barras de energia transformam completamente a experiência. Em várias partidas, percebi que uma única abertura era suficiente para causar um dano enorme ou até eliminar um personagem inteiro. Esse tipo de situação deixa as lutas muito mais tensas e recompensadoras e te motiva a realizar o treinamento.

Ao mesmo tempo, nem tudo é perfeito. Em alguns momentos, senti que o jogo poderia ser um pouco mais fluido. Existem situações em que os movimentos parecem levemente travados, especialmente em sequências mais rápidas ou para chegar nos adversários. Não é algo que estrague a experiência, mas é perceptível, principalmente quando comparo com jogos mais polidos.
Outro ponto que, sinceramente, não me agradou foi o sistema de finalização “annihilation”. A ideia claramente tenta seguir o impacto dos fatalities de Mortal Kombat 1, mas aqui tudo acontece de forma automática. Não existe aquele momento de execução que exige habilidade, o que acaba tornando a finalização pouco interessante depois das primeiras vezes.
Modo Online é onde Invincible VS realmente brilha
Se tem um lugar onde Invincible VS realmente me ganhou, foi no modo online. Grande parte do meu tempo com o jogo foi dedicado a esse modo e a experiência, de forma geral, foi bastante positiva.
As partidas são encontradas rapidamente, o que já é um ótimo sinal. Além disso, o uso do rollback netcode faz uma diferença enorme. As lutas são estáveis na maior parte do tempo, permitindo que você foque no combate sem precisar lidar com problemas técnicos constantes.

Esse é um ponto em que o jogo claramente segue o padrão estabelecido por títulos recentes como Street Fighter 6 e Mortal Kombat 1. Não há grandes inovações, mas tudo funciona como deveria. E, sinceramente, isso já é mais do que suficiente.
Outro aspecto que me fez continuar jogando foi o fator competitivo. Existe uma satisfação muito grande em montar um trio, ajustar estratégias e testar tudo isso contra outros jogadores. Cada partida traz algo diferente, seja um estilo de jogo inesperado ou uma combinação de personagens que você ainda não tinha enfrentado.
O sistema de progressão também ajuda bastante. Jogar com determinados personagens desbloqueia novos visuais e itens cosméticos, o que cria um incentivo constante para continuar. Não é algo revolucionário, mas funciona bem dentro da proposta.
Conteúdo limitado e modo história decepcionante
Apesar de toda a diversão, é impossível ignorar que Invincible VS ainda carece de conteúdo mais robusto. O elenco inicial com 18 personagens é bom no começo, mas com o tempo começa a parecer limitado demais.
Depois de várias horas, você já começa a sentir falta de mais opções, mais estilos de lutadores e mais variedade nas partidas. A promessa de novos personagens via DLC é animadora, mas também gera uma certa preocupação. Tudo vai depender da frequência com que esses conteúdos serão lançados e o preço cobrado pelo estúdio.
O modo história, infelizmente, foi uma das maiores decepções para mim. A narrativa é extremamente superficial e não consegue prender a atenção. Em vários momentos, tive a sensação de que estava apenas avançando para desbloquear recompensas, sem realmente me importar com o que estava acontecendo.

Falta desenvolvimento, falta impacto e falta envolvimento. A presença da dublagem original é um ponto positivo, mas não salva a experiência. É um modo que poderia ter explorado muito mais o universo do jogo e acabou sendo apenas funcional.
Por outro lado, o modo arcade me surpreendeu de forma positiva. Ao jogar com diferentes combinações de personagens, é possível desbloquear cenas extras que ajudam a expandir o contexto. Isso me motivou a testar novos trios e explorar mais o jogo, algo que o modo história não conseguiu fazer.
Visual impressiona e ajuda na imersão
Visualmente, Invincible VS é um jogo que chama atenção. A fidelidade ao estilo da animação é clara, com personagens bem detalhados, efeitos vibrantes e golpes que realmente passam sensação de impacto.
Durante as lutas, tudo é muito dinâmico e visualmente agradável. Os efeitos dos especiais, as animações e a forma como os golpes conectam ajudam a deixar cada combate mais empolgante.
O áudio também cumpre bem seu papel. Os efeitos sonoros são consistentes e ajudam a reforçar o peso dos golpes. A trilha sonora não é algo que se destaque muito, mas funciona bem dentro do contexto.
Uma joia que ainda precisa ser lapidada
Depois de tudo que joguei e testei, minha sensação final com Invincible VS é bem clara: é um jogo que me divertiu de verdade, principalmente no online, mas que ainda não chegou no nível que poderia. Existe uma base muito forte aqui, principalmente na jogabilidade e no sistema de equipes, que funciona muito bem e consegue segurar o interesse por várias horas.
Ao mesmo tempo, fica evidente que o jogo ainda parece incompleto em alguns aspectos. A falta de mais personagens pesa depois de um tempo, o modo história não entrega o que poderia e alguns detalhes na fluidez do combate mostram que ainda há espaço para refinamento. Nada disso chega a estragar a experiência, mas são pontos que ficam na cabeça enquanto você joga.
O que mais me marcou foi o fator diversão. Mesmo com problemas, é aquele tipo de jogo que você sempre volta para mais uma partida. O sistema 3v3 realmente funciona, o online é estável e competitivo e quando tudo se encaixa durante uma luta, a experiência é extremamente satisfatória. Dá para ver claramente que existe potencial competitivo aqui, mas isso vai depender diretamente do suporte que o jogo vai receber daqui para frente.
Se o estúdio conseguir equilibrar melhor os personagens, expandir o elenco e melhorar os modos offline, Invincible VS pode crescer muito e até se tornar presença constante em campeonatos. Hoje, ele ainda está alguns passos atrás dos grandes nomes do gênero, mas já mostra que tem capacidade para chegar lá.
No estado atual, minha recomendação é positiva, principalmente para quem curte jogos de luta em equipe e gosta de jogar online. Só é importante entrar sabendo que o jogo ainda precisa evoluir em alguns aspectos, nos restando saber se as atualizações futuras farão com que Invincible VS alcance o seu verdadeiro potencial.
Essa review de Invincible VS foi produzida através de uma chave de review do game para PS5, gentilmente cedida pela Quarter Up e Skybound Entertainment
O Review
Invincible VS
Invincible VS é um jogo de luta divertido e acessível, com destaque para o sistema 3v3 e o modo online estável. A jogabilidade é viciante e funciona bem, principalmente nas partidas contra outros jogadores. Por outro lado, o conteúdo ainda é limitado, o modo história decepciona e alguns detalhes do combate poderiam ser mais refinados. No geral, é um bom começo, com potencial para se tornar um dos novos queridinhos da FGC com a chegada de novas atualizações.
PRÓS
- Jogabilidade viciante e fácil de aprender, com espaço para evolução
- Sistema de equipes 3v3 que adiciona estratégia e variedade
- Online estável com rollback netcode funcionando bem
- Visual fiel à animação, com efeitos e golpes impactantes
- Sistema de progressão que incentiva continuar jogando
CONTRAS
- Elenco inicial de personagens limitado
- Modo história fraco e pouco envolvente
- Sensação de leve travamento em alguns momentos do combate
- Sistema de finalização “annihilation” pouco interessante
- Dependência de atualizações futuras para atingir todo o potencial






