Surgindo nos aos 2000 durante a vida do Nintendo 64, a franquia Mario Tennis já demonstrava que tênis e o universo de Mario eram uma combinação interessante, misturando mecânicas realistas com elementos arcade que tornavam tudo mais caótico e divertido. Com o tempo, o formato foi evoluindo e vieram outros capítulos, expandindo para outros esportes e com vários altos e baixos, culminando com o retorno para as raquetes em 2026.
Mario Tennis Fever chegou ao Nintendo Switch 2 em 12 de fevereiro de 2026 com dois pilares fáceis de notar logo nas primeiras partidas: um elenco de personagens de peso da franquia e a introdução das Raquetes Eufóricas, que mudam a gameplay desde as primeiras raquetadas.
Simples, efetivo e DIVERTIDO!

Super Mario Tennis Fever da continuidade a umas das mais clássicas franquias de jogos de esportes do bigodudo, unindo o tênis, um dos esportes mais conhecidos e competitivos do mundo, com a jogabilidade arcade já conhecida dos jogos de esportes de Mario.
O coração da jogabilidade continua sendo, claro, o tênis, com técnicas conhecidas e leitura de quadra sendo a alma das partidas. A jogabilidade segue os moldes clássicos da série: podemos alterar a direção da raquetada e executas técnicas conhecidas como oo topspin, slice, golpe chapado, lob, a clássica deixadinha e o golpe eufórico, que tornam as partidas imprevisíveis e desafiadoras.
Em mãos mais experientes, o topspin, por exemplo, vira uma arma poderosa para empurrar o adversário para trás e ganhar espaço. O slice entra para quebrar o tempo da troca, tirar o rival do conforto e forçar retorno ruim.
Já o lob abre uma pausa tática, muda a altura do ponto e cria aquela dúvida que pode forçar um erro do oponente, enquanto a deixadinha pune quem joga no automático, exigindo reação rápida do adversário. O golpe chapado, por outro lado, é a escolha perfeita quando a bola pede decisão, potência seca e ponto direto.
È claro que com essa enorme variedade de técnicas diferentes, a movimentação de Mario Tennis Fever também possui um ritmo extremamente acelerado, tornando as partidas um vai e volta frenético e emocionante. Movimentos como o dash lateral, deslize para cobrir área e salto acrobático para golpes aéreos permitem a execução de jogadas incríveis e “salvamentos” na última linha da quadra.
O pulo do gato para toda essa freneticidade é o medidor de stamina, que acaba dando algumas limitações para a quantidade de movimentos que o jogador pode executar antes de se cansar. Isso puxa a partida para um tipo de controle mais consciente, com momentos de explosão e momentos de economia de stamina, fazendo com que o jogador pense 2x antes de executar um movimento que possa drenar mais do seu fôlego e torne isso parte essencial da estratégia. Em partidas longas, por exemplo, é possível sentir quando alguém está gastando energia demais e começa a chegar atrasado para a bola, se tornando uma presa fácil.

Raquetes Eufóricas
A grande novidade em Mario Tennis Fever são as Raquetes Eufóricas, uma nova mecânica de gameplay que torna as partidas ainda mais frenéticas. O jogo oferece várias delas, com opções disponíveis desde o início e outras liberadas com progressão, sendo um dos principais incentivos para que o jogador continue jogando para liberar todas as raquetes
Durante a partida,, um Medidor de Euforia vai enchendo conforme a gameplay segue fluindo e o jogador acerta a bola no tempo certo e mantém precisão em suas raquetadas, recompensando os jogadores mais atentos e que de fato dominaram o ritmo do jogo. Quando ativado, entra o Golpe Eufórico, que altera o comportamento da bola e, dependendo da raquete escolhida, interfere até na quadra.
Há raquetes que espalham chamas no quique e vão drenando vantagem do oponente ao longo do ponto, enquanto outras criam gelo e deixam a superfície traiçoeira, atrapalhando a mobilidade. Relâmpagos podem atordoar por instantes, interrompendo agressões, vento de tufão desloca jogadores e desvia trajetórias, quase como se a quadra virasse um tabuleiro que se mexe, etc.
A escolha de sua Raquete Eufórica entra como parte primordial para sua estratégia na partida, se tornando o grande diferencial que pode definir o resultado de uma partida, seja confirmando uma vitória esmagadora ou sendo o início de uma virada histórica.
Visualmente, cada poder tem personalidade própria, fogo, gelo e eletricidade ocupam a tela com efeitos de partículas bem elaborados, e o jogo sustenta 60 FPS estável mesmo nos momentos mais caóticos.

O detalhe mais interessante é que esses poderes não são sentença de fim de jogo. Existe a possibilidade de devolver o golpe antes do primeiro quique, invertendo o efeito para o outro lado. É uma mecânica que cobra atenção, o que inevitavelmente fará com que muitos jogadores tentem utilizar essas habilidades no impulso, errar o timing e pagar o preço. Porém, quando bem executada, o ponto muda de dono na hora, e isso cria aquele momento de “como assim?” que todo jogo competitivo adora.
Em duplas, Mario Tennis Fever ainda brinca com um sistema de vida compartilhada e efeitos acumulados que podem levar a um KO temporário, deixando um parceiro sozinho por alguns instantes. A quadra vira um teste de sobrevivência bem rápido, bem ao estilo Mario, com espaço para viradas impossíveis ou uma derrota sem chance de reação. Para quem prefere algo mais tradicional, o Modo Tênis Clássico desativa raquetes e efeitos, mantendo só o jogo limpo, onde posicionamento e golpe decidem a partida.

Mecânicas com Joy Con 2 e quadras
O Switch 2 entra forte com o suporte a seu novos controles, os tão badalados Joy Con 2. O principalmente modo a fazer uso das funções de movimentos em Super Mario Tennis Fever é o Modo Realista, que usa os Joy Con 2 como raquetes, com movimento físico e feedback no impacto. É o tipo de modo que pede espaço na sala para uma sessão mais casual entre amigos, e em troca, entrega imersão e risada da galera quando alguém exagera e manda a bola para onde não devia.
Existe também um modo mais simples, pensado para sessões em grupo, que transforma a troca de bolas em algo mais físico e imediato, sem exigir que todo mundo domine timing perfeito, o que o torna ideal para quem entra só para “jogar uma” sem comprometimento, sendo um excelente modo “party game” para encontro com os amigos ou festas de família.
As quadras ajudam a sustentar essa identidade mais casual e voltada para diversão, Além de estádios mais “normais”, existem cenários temáticos como, Florestas com Plantas Piranha que podem interferir no caminho da bola, pisos instáveis e arenas aéreas que brincam com vento e direção da bola, o que acaba combinando muito bem com a proposta do jogo.

Raquetadas para todas as idades
Com 38 personagens, o elenco de Mario Tennis Fever inclui alguns perosnagens muito queridos e amados pelos fãs, como os já esperados Mario e Luigi, Wario, Waluigi, as princesas e suas versões Baby, sendo grande e variado o suficiente para os fãs de todas as idades. O jogo organiza os personagens em arquétipos, com tendências de atributos que sugerem estilos de jogo diferentes. Os Versáteis, equilibram tudo e funcionam bem para quem está aprendendo o básico do game, sendo os verdadeiro faz-tudo.
Já os Defensivos têm alcance e retorno, favorecendo quem gosta de sobreviver, os Potentes vivem de rebatidas e pressão, Velozes ganham nos deslocamentos e os Técnicos tiram vantagem de precisão.

Modos de jogo
O pacote de modos de jogo em Mario Tennis Fever tenta atender perfis bem diferentes, tendo como principal modo single-player o Modo Aventura, que na prática, funciona como um tutorial estendido das mecânicas do jogo, trazendo uma narrativa leve centrada numa maldição que transforma heróis em bebês durante um torneio. Há desafios temáticos, bosses e pequenas mecânicas diferentes para ensinar os fundamentos do jogo.
A duração do modo aventura pode chegar até 8 horas, cumprindo bem o seu o papel de introduzir as mecânicas enquanto diverte com uma história descompromissada,, embora a estrutura linear e a repetição de lições possam cansar depois que o jogador entende os controles.
O Torneio oferece partidas de solo ou duplas, com uma narração dinâmica, incluindo a Flor Tagarela, que dá tempero e deixa as partidas ainda mais divertidas. As Torres de Missões entram como modo um modular, com objetivos específicos, indo de de longas partidas até defesa contra os poderes das raquetes eufóricas, com recompensas que incentivam a jogar com vários personagens de diferentes arquétipos.
Tem também as gincanas, minijogos com variações de quadra, fliperama com bumpers e modos com efeitos aleatórios inspirados em Super Mario Bros. Wonder. Para que quer apenas se divertir de maneira rapida ou personalizar partidas, o modo Jogo Livre permite o jogador ajustar as regras das partidas, além de claro, o modo online, que é a cereja do bolo para quem busca competição.

É importante ressaltar que Mario Tennis Fever sustenta 60 FPS bem estável em todos os modos de jogo, tendo efeitos de partículas dos poderes muito bonitos e repletos de partículas, com fogo, gelo e eletricidade ocupando a tela e dando aquele charme especial que somente os jogos de esporte de Mario conseguem criar. A trilha sonora mistura energia com referências clássicas, e a dublagem e legenda em português brasileiro dá um charme extra às narrações.
Vale a pena jogar Mario Tennis Fever?
O jogo parece entender exatamente onde o público da série se divide. Há espaço para partidas sérias e limpas no modo clássico, e há espaço para aquela noite em que a intenção é só dar umas risadas e curtir a gameplay, com regras malucas e tudo mais o que tiver direito. O modo aventura também se provou como uma boa adição, cumprindo o seu papel dentro do pacote mesmo que acabe se tornando um pouco mais repetitivo do que o necessário.
Apesar disso, o restante do pacote é interessante e, principalmente, divertido o suficiente para segurar o jogador por dias e dias, seja pela variedade no gameplay e mecânicas ou pelo elenco diverso e repleto de personagens amados pelos fãs.

Mario Tennis Fever costuma render mais quando é jogado entre amigos ou família em partidas locais, já que a mistura de controles simples, gincanas e efeitos das Raquetes Eufóricas cria aquele clima de competição leve, com risada no meio do ponto e revanche logo em seguida. Isso não quer dizer que Mario Tennis Fever não leve o seu lado competitivo a sério, longe disso, mas o lado mais “party game” é tão divertido que acaba se sobrepondo ao seu lado mais sério, podendo agradar ambos os públicos.
Apesar de não ser um profundo apreciador de tênis, Mario Tennis Fever me conquistou pela execução das suas ideias, se provando como um jogo que prioriza a diversão acima de qualquer outra coisa, e uma recomendação mais do que certa para quem aprecia jogos de esportes casuais e uma boa bagunça entre amigos.
Essa review de Mario Tennis Fever foi produzida através de uma chave do jogo para Nintendo Switch 2, gentilmente disponibilizada pela Nintendo
O Review
Mario Tennis Fever
Mario Tennis Fever une com louvores a emoção do tênis com a diversão que somente os jogos de esportes de Mario conseguem proporcionar, trazendo mecânicas de gameplay extremamente divertidas e modos de jogos variados, fazendo do game uma excelente pedida tanto para quem procura um jogo de tênis arcade que mantenha um pé na competição quanto para quem procura um party game perfeito para reunir a galera no sofá
PRÓS
- Mecânicas divertidas e fluidas.
- Elenco grande com até 38 personagens e customizações.
- Variedade de modos de jogo.
CONTRAS
- Modo aventura linear e repetitivo.






