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Home Análises

Review | Mecha BREAK (PC)

Vinicius Caldas por Vinicius Caldas
16 de julho de 2025
em Análises, Games
Mechabreak review 1

Mecha BREAK é o mais novo lançamento da chinesa Amazing Seasun Games, que chegou com força total em 2025 para disputar espaço no gênero de mechas no mercado de jogos — um segmento que vem crescendo rapidamente, com títulos cada vez mais ambiciosos e que demonstram que, apesar de bastante nichado, há muitos jogadores ávidos por um título capaz de prendê-los por horas de jogabilidade.

Com concorrentes de peso como Armored Core, Daemon X Machina e Mobile Suit Gundam, Mecha BREAK precisava de um grande diferencial para conquistar o público. E, sem dúvida, conseguiu: gratuito, com visuais deslumbrantes, designs de mechas impressionantes e uma base sólida, o título foi lançado oficialmente em 2 de julho de 2025.

Mas será que, mesmo com todas essas qualidades, Mecha BREAK tem o que é necessário para garantir seu espaço não apenas no gênero mecha, mas também no competitivo mercado de jogos online? Confira em nossa análise completa.

PvE e PVP: A tentativa de agradar dois mundos.

Mecha Break review 1
Mecha BREAK | Review 1

Em jogos online, as equipes de desenvolvimento geralmente possuem uma visão clara do que querem entregar: um jogo PvP com foco total no combate entre jogadores ou um modo PvPvE — isto é, um formato no qual os jogadores enfrentam não apenas outros jogadores, mas também NPCs, em busca de loot. Essa segunda opção é mais comum em MMOs e costuma ser bastante popular dentro do gênero.

Com a crescente popularidade dos jogos de extração, como Escape from Tarkov e Dark and Darker, o modelo PvPvE vem ganhando novos horizontes e sendo explorado de formas inovadoras em títulos online. Mecha BREAK se aventura nesse caminho com a introdução da Operação Storm. Mas, sendo franco? Ela não é suficientemente interessante para prender o jogador. Apesar de ser uma ideia promissora, o jogo claramente não foi concebido para esse modo. O resultado é uma experiência que se torna repetitiva já na segunda ou terceira tentativa. Mesmo com a possibilidade de jogar em coop com até dois amigos, é recomendável evitar essa modalidade.

Por outro lado, no modo PvP, Mecha BREAK brilha com intensidade. Os combates são rápidos, dinâmicos e empolgantes, com times de mechas travando batalhas explosivas. Existe um nível mínimo de estratégia para fazer as partidas funcionarem bem, e os mechas cumprem funções bastante específicas — tanks, atiradores, suportes e corpo a corpo —, evidenciando o cuidado da equipe de desenvolvimento com este modo.

O jogo oferece 12 mechas disponíveis desde o início, além de outros três desbloqueáveis, seja por microtransações ou através da moeda do jogo. Essa variedade garante uma boa gama de opções, tornando cada partida única. Cada mecha é suficientemente distinto em estilo e função. Por exemplo, Narukami é especialista em furtividade e se destaca em confrontos à distância. Aquila — meu favorito, particularmente — consegue voar indefinidamente e possui um rifle de precisão absurdamente poderoso. Já o Stego é um tank capaz de se fixar ao solo (pense no Bastion de Overwatch ou no Justiceiro de Marvel Rivals) e disparar mísseis enquanto se protege com um escudo.

Essa diversidade é mais do que suficiente para incentivar os jogadores a experimentar diferentes estratégias e montar composições de equipe eficazes para alcançar a vitória. Até o ponto em que joguei, porém, não era absolutamente necessário ter uma equipe perfeitamente coordenada para se sair bem. Qualquer um dos mechas é forte o bastante para proporcionar diversão sem gerar frustração excessiva.

Mecha Break possui uma monetização peculiar.

Mecha Break Review 2
Mecha BREAK | Review 2

Todo jogo é, antes de tudo, um produto — e como tal, visa gerar lucros para a empresa que o desenvolve e distribui. Nesse sentido, é natural que Mecha BREAK, sendo um título gratuito, precise encontrar formas de monetização para sustentar a Amazing Seasun Games. Isso é algo com o qual praticamente todos concordam, afinal faz parte do ciclo de qualquer negócio. A estratégia mais comum, adotada por boa parte dos jogos gratuitos, é a venda de cosméticos exclusivos e outros itens opcionais, com Fortnite sendo o maior exemplo desse modelo bem-sucedido.

No entanto, Mecha BREAK parece ter pesado um pouco a mão nesse aspecto. Cobrar R$ 133,00 por apenas um mecha, além de um passe de temporada e vários bônus de conta (que, na prática, só aceleram o progresso na obtenção de moedas do jogo), é um valor que pode ser considerado bastante elevado. Mesmo durante uma promoção — como a ilustrada na imagem acima — o preço reduzido para R$ 80,00 ainda é algo que muitos jogadores preferem não pagar. E há um agravante: o grande atrativo da compra, o mecha Inferno, pode ser obtido gratuitamente apenas jogando.

Atualmente, Inferno é o único mecha disponível exclusivamente via pagamento com dinheiro real, mas futuros lançamentos pagos podem ser um sinal preocupante. Isso pode desanimar jogadores mais casuais ou aqueles que não pretendem investir financeiramente no jogo. Mesmo que seja possível desbloquear conteúdos gratuitamente, acumular 15 mil créditos no jogo é um processo demorado e cansativo, o que pode levar alguns jogadores à exaustão antes mesmo de alcançarem o objetivo. Aqueles com menos tempo disponível podem se sentir ainda mais desconfortáveis com a ideia de ter que dedicar tantas horas para obter um único personagem.

Além disso, o jogo oferece skins e visuais tanto para pilotos quanto para mechas, com preços variados. Porém, é importante destacar que nenhum deles é barato e as alterações são puramente estéticas — os pilotos, inclusive, mal recebem destaque durante as partidas. Essa política de monetização vem sendo um dos tópicos mais discutidos nos fóruns do jogo, dividindo opiniões. No fim, cabe a cada jogador avaliar se, de acordo com suas condições financeiras, vale ou não investir nesses conteúdos.

Parecem com aqueles robôs japoneses, mas graças as leis internacionais de copyright, não são.

Mecha Break Review 3
Mecha BREAK | Review 3

Por fim, chegamos ao elemento que, sem dúvida, atrai a esmagadora maioria dos jogadores: os mechas. Eles são bonitos? Bem construídos? Possuem um design suficientemente impressionante para que qualquer fã do gênero exclame: “Isso é incrível!”? A resposta para todas essas perguntas é simples: sim, são.

No entanto, aqueles com olhar mais atento — especialmente os aficionados pela cultura japonesa — perceberão um detalhe curioso: alguns dos Break Strikers (como são chamados os mechas do jogo) lembram bastante uma outra franquia extremamente popular de mechas, também criada por uma equipe asiática. Em certos casos, a diferença entre alguns Break Strikers e os icônicos Gundams é mínima. Na minha primeira experiência com o Alysnes — o primeiro Break Striker disponível no jogo — tive a impressão de estar diante de uma versão recolorida do clássico RX-78-2 de Mobile Suit Gundam (1979).

Mas isso é um problema? De forma alguma. Inspirações e referências fazem parte do processo criativo, especialmente em um gênero com uma base tão consolidada como o de mechas. Além disso, fora o Alysnes, atualmente não há outros Break Strikers que remetam diretamente a Gundams. O Narukami, por exemplo, com seu design reminiscentes de um centauro, é uma criação bastante única e que dificilmente encontra paralelo em outros jogos ou obras do gênero.

No aspecto técnico, Mecha BREAK também se destaca. Os cenários são detalhados, os efeitos visuais impressionam, e até mesmo os pilotos — apesar de terem pouco destaque durante as partidas — apresentam um nível de acabamento louvável. O jogo conta ainda com uma excelente otimização no PC: durante minhas horas de jogatina, não percebi quedas de frames, stuttering ou qualquer problema que comprometesse a performance. As conexões online são estáveis, e até mesmo os hit confirms (a detecção de acertos nos combates) funcionam de forma consistente e precisa.

E ai, Mecha Break vale a pena?

Mecha Break Review 4
Mecha BREAK | Review 4

Mecha BREAK é, sem dúvida, uma grata surpresa no universo dos jogos de mechas. Ele entrega combates rápidos e emocionantes, visuais de tirar o fôlego e uma variedade de mechas que conseguem agradar tanto veteranos do gênero quanto curiosos de primeira viagem. O modo PvP é o ponto alto da experiência, com partidas dinâmicas e um design de jogo que mostra o cuidado da equipe de desenvolvimento.

Por outro lado, o modo PvPvE, apesar de promissor, não consegue manter o mesmo nível de qualidade e rapidamente se torna repetitivo. Além disso, a política de monetização agressiva pode afastar jogadores mais casuais ou aqueles que não têm tempo (ou disposição) para investir horas a fio apenas para desbloquear conteúdos relevantes.

Ainda assim, como um título gratuito, Mecha BREAK oferece bastante conteúdo e diversão sem exigir que o jogador gaste um centavo — o que já é um grande ponto positivo. Se você procura batalhas explosivas entre mechas, uma boa dose de estratégia leve e não se incomoda com algumas inspirações visuais familiares, então vale a pena dar uma chance.

O jogo está disponível gratuitamente para PC-Steam e Xbox Series X|S, além de ter suporte ao Xbox Cloud Gaming.

O Review

Mecha BREAK (PC)

7 Pontuação

Mecha BREAK entrega combates PvP dinâmicos, visuais impressionantes e uma boa variedade de mechas, garantindo diversão para fãs do gênero. O modo PvPvE, porém, é repetitivo e pouco inspirador. A monetização agressiva também pode afastar jogadores casuais, com preços altos para desbloqueios e cosméticos. Ainda assim, como título gratuito, oferece conteúdo suficiente para valer a experiência.

PRÓS

  • PvP muito atrativo
  • Visual Impressionante
  • O jogo é gratuito

CONTRAS

  • PvE bastante fraco
  • Monetização agressiva
  • Progressão demorada

Review detalhado

  • 9 0
  • Jogabilidade 0
  • História 0
  • Áudio 0
  • Acessibilidade 0
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