My Hero Academia: All’s Justice chega em 6 de fevereiro de 2026 para PC e 5 de fevereiro no PS5 e Xbox Series X|S, com a ideia de encerrar uma fase da franquia nos jogos, usando o arco da Guerra Final, o grande arco final da obra. Desenvolvido pela Byking Inc. e publicado pela Bandai Namco Entertainment, o jogo tenta traduzir o peso desse arco final em escolhas práticas de combate, desde a montagem de equipes até o uso de recursos que decidem o ritmo de cada confronto.
My Hero Academia: All’s Justice chega como uma celebração focada no arco da Guerra Final, aquele clímax caótico e emocional que fecha a jornada principal de Deku e companhia. Em vez de tentar abraçar toda a saga desde o começo, ele vai direto ao ponto, traduzindo a intensidade desse final em mecânicas de combate, batalhas em equipes, habilidades especiais e decisões que mudam o ritmo de cada batalha. O jogo brilha mesmo quando pega os momentos mais marcantes do arco, transforma em lutas e deixa o jogador sentir essa sensação.

Modos de jogo diversos
A introdução ao mundo de My Hero Academia: All’s Justice é bem direta, com o game te jogando diretamente no meio de uma luta pesada contra Tomura Shigaraki, uma das principais sequências do arco final de My hero Academia. Logo após vencer a luta, o game te apresenta o hub central do game, que se revela como a cidade onde a escola U.A está localizada, jogando uma enxurrada de informações na tela como menus de modos, objetivos e opções aparecendo quase tudo ao mesmo tempo, o que gera uma confusão inicial, especialmente porque alguns modos, como o Hero’s Diary com suas memórias e missões menores do elenco, só ficam acessíveis em pontos específicos no hub central.
O jogo oferece uma variedade de modos que atendem tanto à narrativa quanto à quem procura um jogo mais competitivo. O Modo História reconta o arco da Guerra Final com alternância de perspectivas e progressão estruturada, tendo inclusive ramificações de história (falarei mais jaja). O Team Up Mission propõe objetivos variados, incluindo combates em grupo, deslocamentos pela cidade e tarefas de movimentação que exploram as habilidades especiais como ferramentas de locomoção.
Há também o Hero’s Diary, dedicado a missões clássicas e memórias do elenco, com exploração leve e lutas secundárias. O Archives Battle permite revisitar confrontos marcantes diretamente, sem precisar repetir a campanha. Completam o pacote o modo Treino para praticar, o Versus local para duelos livres e o Online, com partidas casuais, ranqueadas e salas privadas, tudo acessível de forma centralizada pelo hub da cidade e pelo menu no celular de Midoriya.

Modo historia e narrativa
O modo historia de My Hero Academia: All’s Justice é o grande chamativo e principal ponto de interesse dos fãs, contando o arco da Guerra Final, apresentando sua estrutura narrativa de forma ramificada que reflete ao mesmo tempo o caos dos eventos do mangá e a oitava temporada do anime.
Em vez de uma linha única e cronológica, o modo história organiza os capítulos em uma timeline com múltiplas ramificações, permitindo que o jogador avance por diferentes frentes do conflito, acompanhando, por exemplo, o embate central de Deku contra Shigaraki enquanto alterna para confrontos paralelos como o de Uraraka contra Toga ou outros combates decisivos envolvendo heróis e vilões.
Essa divisão em ramificações, com capítulos desbloqueados progressivamente e indicados por ícones de progresso, transmite a sensação de uma guerra em várias frentes, onde cada linha representa uma perspectiva distinta do mesmo caos.

As transições entre capítulos utilizam motion comics, com traços fiéis à obra original e dublagem disponível em japonês ou inglês, preservando o tom dramático do anime. O ritmo evita o acúmulo excessivo de lutas consecutivas, inserindo pausas com cutscenes em CGI incríveis, que permitem à narrativa respirar e absorver o impacto emocional dos eventos.
Em determinados trechos, o controle passa para personagens do lado dos vilões, oferecendo uma visão mais completa do conflito sem se limitar à perspectiva somente dos heróis, com picos de ação bem distribuídos e uma experiência que valoriza o combate e o tom narrativo do arco final.
A estrutura ramificada da campanha estende-se além da simples divisão de capítulos, incentivando replays ao permitir que o jogador priorize diferentes frentes do conflito em cada passagem, desbloqueando diálogos exclusivos, cenas alternativas e detalhes narrativos que enriquecem a compreensão das motivações dos personagens e das consequências das batalhas no arco da Guerra Final.

PLUS ULTRA!
O combate de My Hero Academia: All’s Justice brilha no formato tag team de até três personagens, com trocas no meio das sequências de golpes e ataques de apoio que entram rápido. Isso cria uma sensação de movimento contínuo, onde é possível virar o jogo sem depender de um único combo perfeito ou de apenas um personagem.
Os golpes básicos e combos são fáceis de entender, e as opções de controle ajudam nisso, facilitando a execução dos combos, tendo funções de auto combo para os jogadores que não tenham muito interesse em se aprofundar nas mecânicas de combate e modos totalmente manuais, onde o sistema não dará nenhuma assistência, sendo o mais indicado para aqueles que queiram se dedicar ao game.
O grande diferencial são os quirks (as habilidades especiais) de cada personagem, que moldam a batalha de verdade. Todoroki, por exemplo, controla o espaço da arena com zonas de gelo que forçam reposicionamento, enquanto Mina pressiona com efeitos persistentes que empurram o adversário para um deslocamento. Já Bakugou transforma explosões em mobilidade, mudando ângulos de golpes e tornando o combate aéreo uma opção interessante.

O medidor “Rising” é uma barra que, ao ser enchida durante o combate, libera um reforço temporário. Ao ativar, o personagem fica mais rápido, causa mais dano e se recupera melhor por um curto período, o que ajuda a recuperar o controle de uma luta que estava escapando, sendo uma mecânica de comeback que funciona dentro das mecânicas de gameplay.
O Plus Ultra aparece como o golpe mais forte do personagem, com impacto alto e execução cinematográfica. Ele costuma fazer a diferença no round quando encaixa, principalmente em situações que tudo parece estar tudo perdido. A presença do golpe especial adiciona tensão, porque qualquer erro pode virar uma finalização, te forçando a pensar 2x antes de abrir a guarda enquanto o inimigo estiver sua barra de plus ultra cheia.

Team Up Mission e exploração pelo mapa
O Team Up Mission funciona como um modo paralelo que expande significativamente a exploração da cidade, transformando o mapa em um ambiente semi-aberto onde os objetivos vão além do combate direto contra heróis e vilões conhecidos da obra. As missões variam entre resgates de civis, perseguições de vilões menores, defesa de pontos estratégicos e desafios cronometrados de deslocamento, exigindo que o jogador utilize as habilidades especiais dos personagens de forma criativa como ferramentas de locomoção e interação ambiental.
Essa mecânica confere ao modo um ritmo próprio, mais cadenciado que a campanha principal, mas ainda dinâmico para evitar monotonia, especialmente quando combina múltiplos quirks em sequência para superar obstáculos ou alcançar áreas elevadas.

Elementos como prédios colapsados, barreiras improvisadas e zonas de quarentena forçam adaptações constantes na composição das equipes, a experimentação com diferentes trios para otimizar mobilidade e eficiência.
Embora alguns objetivos repitam estruturas básicas, a variedade de configurações e a integração com o hub central que registra progresso e recompensas, mantêm o modo relevante como complemento à narrativa principal.
O Team Up Mission serve também como ponte para conteúdos secundários mais leves, permitindo revisitar locais icônicos do anime em contextos pós-batalha e desbloquear itens cosméticos. Essa camada de progressão persistente incentiva explorar outros modos fora do versus, competitivo e modo historia, a liberdade de movimento e o uso prático dos quirks para explorar o mapa transformam a experiência do jogador.

Elenco, visual e som
O elenco de My Hero Academia: All’s Justice é amplo, trazendo personagens de todas as fases da obra, como os heróis profissionais Mirko, Hawks e Best Jeanist com kits completos, além de seus vilões centrais (Shigaraki, Dabi, Toga, All For One), todos igualmente caprichados. Transformações como Midoriya Rising e All For One Chaos mudam o ritmo do gameplay, com propriedades e opções próprias que diferenciam as diferentes versões do personagem.
Visualmente, o jogo segue fiel a estética do anime, com partículas intensas e pequenas destruições de cenário. A trilha sonora cresce nos momentos chave, os efeitos sonoros reforçam o impacto e a estabilidade é consistente, tanto na campanha quanto em sessões explorando outras modalidades de jogo. A variedade aparece no estilo de jogo.

Vale a pena jogar My Hero Academia: All’s Justice?
My Hero Academia: All’s Justice entrega potencial quando abraça o que tem de mais forte, o combate em equipes 3v3, com trocas fluidas no meio das sequências, combos bem divertidos e quirks que realmente moldam cada luta, abrindo um espaço amplo para experimentar diferentes combinações de personagens. O sistema é confuso inicialmente, mas oferece opções de controle de jogabilidade para todos os perfis e mantém um ritmo constante, seja pelo Rising que vira o jogo no desespero ou pelo Plus Ultra que fecha com impacto cinematográfico.
A campanha reforça essa base ao transformar momentos do arco da Guerra Final em batalhas jogáveis, com estrutura ramificada que transmite a simultaneidade caótica da obra, além da alternância de perspectivas que pode humanizar até os vilões, sendo uma experiência que com certeza os fãs da obra irão se deliciar. Os motion comics, a dublagem fiel e as pausas bem dosadas preservam o tom emocional do anime, sendo uma adaptação que faz jus ao legado da obra de Horikoshi.
O elenco vasto com personagens de todas as fases da obra, com modelos caprichados, bom aproveitamento das habilidades únicas de cada um e transformações que mudam o estilo de jogo dão uma sensação real de fechamento de um ciclo de My hero Academis nos videogames, enquanto os visuais fiéis ao anime, efeitos intensos e estabilidade técnica sustentam todos esses pontos sem tropeços.

Os pontos fracos aparecem com mais nitidez quando o jogo sai do confronto direto. Modos paralelos como Team Up Mission e Hero’s Diary até entregam variedade, mas acabam repetindo a estrutura e perde força conforme as sessões de gameplay se estendem. A introdução também não ajuda, o jogo entra de forma brusca em batalha, abre o hub e despeja menus e informações quase ao mesmo tempo, o que pode confundir quem não tem familiaridade. A falta de legendas em português pesa nessa fase, porque parte da orientação depende de muito de textos e de tutoriais rápidos.
Ainda assim, My Hero Academia: All’s Justice cumpre bem o papel de um jogo de luta. Ele consegue traduzir o caos e os confrontos marcantes do arco final em um sistema de combate sólido, com ritmo alto e boas escolhas de direção nas cenas do modo história. Apesar das variações em conteúdos secundários e na acessibilidade inicial, o 3v3 dinâmico e a fidelidade aos personagens sustentam o projeto. Para fãs de My Hero Academia que procuram um jogo de luta competente, entregam uma conclusão consistente.
Essa review de My Hero Academia: All’s Justice foi produzida através de uma chave do game para PC, gentilmente cedida pela Bandai Namco
O Review
My Hero Academia: All’s Justice
My Hero Academia: All’s Justice adapta o arco da Guerra Final em um jogo de luta focado em combates 3v3, com trocas rápidas no meio das sequências e recursos como modo Rising e Plus Ultra para virar rounds e manter a pressão, enquanto o modo história alterna perspectivas para dar ritmo e peso aos confrontos principais.
PRÓS
- Combate 3v3 com trocas e habilidades bem marcadas, dando variedade entre personagens.
- Estética bem fiel ao anime, com efeitos e animações que preservam o impacto das lutas.
- Modo história completo repleto de belíssimas cenas
CONTRAS
- Início confuso pelo excesso de informação e opções.
- Sem legendas em Português, o que pesa nas orientações e na navegação.






