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Análise | Noite das Trevas, Metal

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Noite das Trevas Metal foi publicado pela Panini no Brasil no dia 25 de julho. O encadernado traz os primeiros volumes que deram início a um megaevento que promete reverberar em todo o universo da DC, e além de reunir novamente Scott Snyder e Greg Capullo, que fizeram enorme sucesso com o Batman de Os Novos 52, traz nomes de peso como John Romita Jr. e Jim Lee.

O primeiro lançamento da Panini engloba as três primeiras edições publicadas, sendo as duas primeiras, um prelúdio para esse megaevento: The Forge e The Casting, seguindo pela primeira edição de Noite das Trevas Metal, onde a história começa de fato a se desenvolver.

 Em The Forge e The Casting vamos acompanhar o desenrolar de uma série de eventos relacionados a uma misteriosa investigação conduzida pelo Batman, em paralelo a isso, outros acontecimentos se desenvolvem, desde uma investigação quem vem sendo feita a eras pelo Gavião Negro e a Mulher Gavião, além de casos envolvendo o Coringa, o Lanterna VerdeDuck Thomas, que tem sua origem finalmente revelada.

A investigação conduzida pelo Batman gira entorno de metais alienígenas com propriedades fantásticas que estão relacionados a uma ameaça cósmica que pretendo usá-los como porta de entrada para a nossa realidade, colocando em risco a existência de todos os universos conhecidos. Caberá ao Batman, com a ajuda da Liga da Justiça e outras figuras ilustres do universo da DC, solucionar essa conspiração que parece ter sido desencadeada por uma força mais maléfica do que tudo que o herói já encarou.

As duas primeiras edições que compõem o prelúdio de Noite das Trevas – Metal, são extremamente densas, com uma gigantesca quantidade de informações lançadas na cara do leitor. A leitura é, em alguns (vários) trechos da HQ, confusa e difícil de acompanhar, sendo preciso ler com calma e estar atento as inúmeras referências lançadas por Snyder ao longo do enredo, e ainda assim, é bem possível que boa parte dos leitores não consiga entender bem o que está acontecendo. A coisa vai tomando uma forma mais clara nos últimos trechos da segunda parte do prelúdio, The Casting, onde todo o quebra-cabeças relacionado aos metais alienígenas investigados atualmente pelo Batman, e ao longo das eras pelo Gavião Negro, anunciam o inexorável início da Noite das Trevas.

Após os capítulos introdutórios que estabelecem a base de toda a mitologia envolvida no megaevento Noite das Trevas, temos enfim o primeiro capítulo da saga, Dark Knights: Metal 1, que graças aos deuses traz um tom mais leve à HQ, e o início de um enredo mais palpável, que parece até destoar do clima pesado do prelúdio.

Dark Knight’s: Metal 1 tem início com a Liga da Justiça aprisionada por Mongul, e sendo obrigada a lutar em uma arena (como gladiadores) contra monstros e máquinas bizarras, as cenas de ação são excelentes e as vezes exageradas, lembrando em alguns momentos os Power Rangers (pois é!). Quando por fim conseguem se libertar, retornando a Gothan City, se deparam com um cenário épico de destruição, e uma imensa montanha que desencadeia uma tempestade de energia bem no meio da cidade. E ao investigarem essa misteriosa montanha encravada no meio de Gothan City, se deparam com Os Falções Negros, e toda a trama investigada em segredo pelo Batman vem à tona, e a Liga da Justiça descobre a existência de um multiverso das trevas que promete pôr em cheque toda a existência.

Noite das Trevas – METAL é uma boa HQ, com uma arte excelente, que mesmo cheia de pequenos clichês, e tendo início com um prelúdio exageradamente complexo vai agradar a maioria dos leitores do gênero. Suas implicações diretas em tudo o que será publicado a partir desse megaevento torna a leitura da saga mais que obrigatória para todos os fãs da DC. O segundo volume de Noite das Trevas – METAL foi publicado no último dia 25 de julho, e estamos ansiosos para acompanhar os acontecimentos que estão por vir.

Se mesmo depois de ler isso você ainda está com um pé atrás com relação a essa HQ, vale ressaltar que um dos personagens mais icônicos da DC (para mim) aparecem em Dark Knights: Metal 1, Sonho, dos Perpétuos, imortalizado em Sandman (Neil Gaiman), e a participação dele promete ser extremamente relevante para todos os acontecimentos que estão por vir.

Publicado em 25 de julho de 2018 às 21:13h.
2018-07-25 21:13:06