Do estúdio responsável pelo plataforma The Messenger, nasceu o RPG inspirado em Chrono Trigger e outros jogos da geração 16-bits: Sea of Stars. O título foi lançado em 29 de Agosto de 2023, mas a desenvolvedora não parou por aí, já nos entregando uma atualização revisando algumas seções do jogo e introduzindo o modo co-op, e agora, em Sea of Stars: Throes of the Watchmaker, teremos uma campanha totalmente nova com uma história a parte.
Confira conosco a análise dessa expansão completamente gratuita para os jogadores, que lança ainda hoje nas plataformas PlayStation, Xbox, Switch e PC, agradecendo pela gentileza da Sabotage Studio em nos fornecer essa chave de análise antecipada!

Uma nova aventura dentro de Sea of Stars
Em Throes of the Watchmaker, acompanhamos os gêmeos Zale e Valere em uma aventura completamente nova, e junto com a participação de personagens já conhecidos com o Artificer, Keenathan e Hortence, embarcamos em uma jornada para ajudar a enigmática Watchmaker, personagem responsável por criar o minigame Wheels e que tem pouquíssima participação na campanha normal, recebendo uma nova perspectiva nessa expansão.
Na expansão, a Watchmaker nos informa que ela criou um mundo em miniatura com vida e civilização independentes, mas que, após a corrupção de Aephorul, foi isolada e pode ser salva com a ajuda dos gêmeos, que contarão com o Artificer como o novo personagem jogável e que integrará o trio responsável pelo combate, com a trupe de Klee’shae acompanhando nos bastidores.

Em relação à história, ela segue um formato bastante simples de Bem versus Mal, e seu desenvolvimento é curto e sucinto, sendo bastante efetivo e funcional, mesmo que não seja o mais complexo ou mais profundo que exista, e sua estética totalmente diferente da campanha base de Sea of Stars é um chamativo extra.
Um mundo que se destaca e foge do padrão
O mundo de Horloge, que fica dentro das engrenagens e parafernálias da Watchmaker, tem uma estética que contrasta bastante com o jogo base: ao invés da aventura fantástica medieval, temos um mundo inspirado em steampunk com muito estilo e com elementos circenses e de artes cênicas, o que é uma raridade nesse tipo de RPG e foi uma ideia bastante bem-vinda.

Zale e Valere recebem novas classes de Malabarista e Acrobata, e com suas novas roupas de artistas circenses, dão uma pincelada divertida em Sea of Stars, e esse contraste é bastante legal de acompanhar. Além disso, dois palhacinhos irão perturbar nossa jornada, mas que são igualmente engraçados e contam com animações bastante criativas, assim como os novos inimigos e NPCs encontrados durante a missão.
O combate não reinventa a roda, seguindo a fórmula principal
Apesar de algumas críticas ao ritmo e progressão do combate, Sea of Stars opta por repetir essa decisão na expansão, e sim, os dois gêmeos receberam novas habilidades e o Artificer sendo o terceiro personagem também adicionam bastante novidade ao jogo, mas que assim que recebemos as habilidades no início da narrativa, poucas vezes precisamos repensar nossa estratégia e seguir fazendo “o mesmo” vai lhe levar até o final do jogo tranquilamente.

O jogo, ao iniciar a expansão, já lhe avisa que a dificuldade encontrada aqui é maior do que a do jogo base, mas ainda assim é perfeitamente OK de jogar com as mesmas estratégias e mentalidade do primeiro jogo, e um uso dinâmico das magias e itens de cura vai te salvar a pele e evitar um game over, mas pra quem quer jogar de forma mais despreocupada, Sea of Stars continua sendo uma aventura agradável e simples.
Por falar em novas habilidades, elas continuam a tradição de manter pequenos minigames em cada habilidade, e devo dizer que elas são muito mais divertidas que as de antes: há habilidade de precisar rebater bolas de canhão que batem na cabeça dos inimigos, rolar uma bola em estrelas que aparecem na tela, desviar de barras laser que atingem os inimigos e dar tortada na cara dos colegas para recuperar seu HP, tudo feito de uma forma engraçada, embora o sistema de parry não tenha recebido novas adições.

Bastante exploração e puzzles dão um charme extra na aventura
Claro, RPG nenhum vive só de combate, e Sea of Stars não é diferente, e Throes of the Watchmaker, muito menos. Há diversos tesouros espalhados pelos mapas, embora grande parte deles só sirva para achar ingredientes para fazer novos itens em acampamentos(da mesma forma que o jogo base funcionava), só que agora temáticos, como pipoca, algodão doce e sorvete, mas fora isso, os mapas são bem lineares para quem só quer avançar na história.
No entanto, percebi que os puzzles estavam mais presentes aqui, e diversas vezes foi necessário entrar em uma pequena maquininha mecânica e desvendar algum quebra-cabeça para liberar a progressão, embora eles não sejam tão difíceis, são um refresco necessário para a jornada.

Decisão pode ser controversa para alguns
Por se tratar de uma história integrada dentro da campanha de Sea of Stars, a campanha Throes of the Watchmaker é acessada no mesmo save do jogo base, estando disponível a qualquer momento após derrotar o chefe Dweller of Dread, ou seja, é bom que seu save de Sea of Stars não tenha sido excluído, do contrário, uma nova jogatina será necessária para alcançar o ponto necessário.
Apesar de entender os motivos narrativos para que o jogo seja acessível apenas após essa parte, por envolver alguns personagens que são apresentados ao decorrer do game, mas é um pouco preocupante para jogadores que tenham perdido seu save ou que terminaram o jogo em outra plataforma, já que a nova história é completamente isolada do jogo principal.

No quesito acessibilidade, assim como na campanha base de Sea of Stars, o jogo é bastante receptivo, contando com localização completa para o português brasileiro, e, conforme dito pela empresa acerca da dificuldade elevada da expansão, as mecânicas de relíquias que diferenciam a gameplay oferecem a acessibilidade necessária para quem estiver com dificuldades, oferecendo opções de facilitar o jogo e agilizar algumas coisas, como diminuir dano recebido, e reviver personagens automaticamente.
Throes of the Watchmaker é uma aventura que não inova, mas agrada os fãs
A expansão Throes of the Watchmaker não busca reinventar ou criar coisas completamente novas, e segue a mesma receita criada no jogo base sem muitas firulas, apresentando um mundo novo e divertido, com bastante contraste em relação ao jogo original.

Com uma estética chamativa e diferenciada, a história segue um padrão definido, mas se aproveita da duração de aproximadamente 8 horas de campanha para contar um enredo que não se estende nem enrola muito, e oferece um pacote bastante cadenciado e confortável para os fãs de Sea of Stars que se apaixonaram pelo jogo desde o seu lançamento.
O Review
Sea of Stars: Throes of the Watchmaker
Uma aventura confortável que não foge muito da fórmula já estabelecida em Sea of Stars, que se beneficia de uma campanha mais curta com um ritmo melhor e se sobressai pela estética circense com um visual e animações altamente carismáticos.
PRÓS
- A jogabilidade é simples e direta ao ponto, com mecânicas divertidas.
- O ritmo da história é bem equilibrado, e a aventura acaba na hora certa
- Estética e ambientação fora do comum, dando um ar fresco com visuais lindos e detalhados.
- Puzzles quebram um pouco do ritmo de combate e exploração, evitando que o jogo fique maçante.
CONTRAS
- Jogo não diversifica nem deixa o combate complexo, o que pode chatear os fãs de estratégias mais complexas.
- A narrativa, apesar do ritmo, segue um molde bastante simples de bem vs mal e os diálogos são bem simples.
- Musicalmente não é tão chamativo quanto o jogo base.
- A expansão deve ser iniciada perto do fim da jornada, o que pode complicar quem perdeu seu progresso ou trocou de plataforma.






