O desfecho da terceira temporada de Round 6, uma das produções mais populares da história da Netflix, está longe de agradar a todos. Embora a série siga figurando entre os títulos mais assistidos da plataforma, o encerramento da trama gerou uma onda de críticas intensas nas redes sociais, sobretudo pela condução dos personagens centrais e pelas escolhas narrativas feitas pelo criador e diretor Hwang Dong-hyuk. Atenção: este artigo contém spoilers da última temporada.
O arco do policial Hwang Jun-ho desaponta o público
Entre os pontos mais controversos está o destino do policial Hwang Jun-ho. Na primeira temporada, o personagem foi um dos mais aclamados pelo público, graças à sua investigação sobre os segredos por trás da ilha dos jogos. No entanto, nesta segunda fase, o policial retorna com grande potencial, mas sua trajetória acaba em frustração. Mesmo após finalmente descobrir os segredos da organização, Jun-ho não toma nenhuma atitude concreta e permite que o vilão Front Man escape diante de seus olhos, o que gerou grande insatisfação entre os espectadores.
O polêmico vencedor e o desaparecimento de Seong Gi-hun

A maior reviravolta, e também a mais criticada, diz respeito ao vencedor do jogo: um bebê recém-nascido, filho da participante número 222. O protagonista Seong Gi-hun, que ao longo da trama demonstrava intenções de pôr fim aos jogos, acaba sacrificando a si mesmo para garantir a vitória da criança. Essa decisão marca uma guinada drástica em sua construção como personagem.
Gi-hun, que inicialmente teve forte presença e protagonismo, é praticamente retirado de cena durante boa parte da temporada, retornando apenas nos momentos finais, motivado por uma senhora que havia perdido o filho e não via mais motivo para continuar no jogo. Esse apagamento do protagonista, aliado ao seu desfecho trágico e simbólico, deixou muitos espectadores com a sensação de que sua jornada foi diluída ao longo da trama. Um personagem que, na primeira temporada, era forte e determinado, se tornou frágil e choroso.
Um final amargo para Round 6
Hwang Dong-hyuk, que recebeu diversos elogios pela crítica social e originalidade da primeira temporada, agora enfrenta resistência diante das decisões narrativas tomadas no final da série. A escolha de transformar um bebê em bilionário, aliada ao destino anticlimático de personagens queridos, contribui para um sentimento de frustração generalizada. A maioria concorda que o bebê não deveria ter sido considerado um jogador, o que faz com que o peso da história pareça caricato.
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A repercussão negativa nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), mostra que, embora Round 6 mantenha sua relevância em termos de audiência, seu legado pode ser afetado por um final que muitos consideraram incoerente e muito abaixo do nível apresentado na primeira temporada. Isso faz com que muitos espectadores considerem um erro ter continuado a produção, se o objetivo era entregar algo tão inferior ao que foi visto originalmente.






