A crítica especializada já deu o veredicto, e não foi gentil. Super Mario Galaxy: O Filme estreou em 1º de abril de 2026 carregando o peso de ser sequência de um dos filmes de videogame mais lucrativos da história, e a imprensa especializada tratou de lembrar que peso é diferente de qualidade. As notas vieram baixas, o debate esquentou nas redes, e o público, como de costume, ignorou tudo isso e foi ao cinema de qualquer jeito.
A produção da Illumination e Universal Pictures leva Mario, Luigi e a Princesa Peach para uma aventura pelo espaço sideral, enfrentando Bowser em escala galáctica. Chris Pratt retorna como Mario, Anya Taylor-Joy como Peach e Jack Black como Bowser. As novidades ficam por conta de Brie Larson dando voz à Rosalina, Benny Safdie como Bowser Jr. e Glen Powell interpretando Fox McCloud, de Star Fox. É muita gente nova para um filme que, segundo os críticos, já tinha dificuldade de desenvolver quem estava lá antes.
As notas que ninguém queria ver do Super Mario Galaxy

No Rotten Tomatoes a animação alcançou 45% de aprovação dos críticos, enquanto o Metacritic registrou média de 37, indicando críticas geralmente desfavoráveis. Para contextualizar: o primeiro filme estreou com 59% no Rotten Tomatoes, o que já não era lá grande coisa, e mesmo assim arrecadou mais de US$ 1,3 bilhão no mundo todo. A sequência chegou mais fraca na crítica e, ironicamente, com projeções de bilheteria ainda maiores.
Os pontos de reclamação se repetem nas análises com uma consistência quase entediante. Publicações como a Variety apontam que nem mesmo os protagonistas principais ocupam espaço central suficiente, deixando a produção sem um foco definido ao longo das cenas. Críticos descrevem o longa como uma sequência incessante de ação e comédia sem conexão ou coesão significativa. O New York Times foi mais duro ainda, descrevendo um vazio narrativo mais acentuado que no antecessor e classificando o resultado como uma decepção em termos de envolvimento emocional.
Tem um lado positivo, claro. A animação foi amplamente elogiada em seus aspectos técnicos, com críticos afirmando que esta pode ser uma das produções visualmente mais impressionantes do estúdio, superando até mesmo o filme anterior do bigodudo. Bonito de ver, vazio de sentir. É um resumo cruel, mas honesto do que a imprensa especializada está dizendo.
O público que a crítica esqueceu de consultar

Aqui é onde a história vira. Porque enquanto os críticos debatiam profundidade narrativa e desenvolvimento de personagens, o público que cresceu jogando Mario simplesmente foi assistir ao filme e gostou do que viu, contrariando as críticas fazendo com que o filme chegasse a marca de 91% de aprovação do público no Rotten.
Para os fãs de Super Mario, o longa entrega novos power-ups, cenários conhecidos e inimigos memoráveis em tela. As cenas de ação emulam com precisão os jogos de plataforma, incluindo momentos em 2D que resgatam a estética pixel art do Super Nintendo. Isso, para quem tem memória afetiva com o jogo original de 2007, vale muito mais do que uma trama bem amarrada.
Os dados iniciais de público mostram maior interesse entre homens jovens e mulheres acima dos 25 anos, reforçando que o apelo familiar continua sendo um dos pilares centrais da franquia. As projeções indicam abertura global em torno de US$ 350 milhões no primeiro final de semana. A Nintendo e a Illumination claramente não estão perdendo o sono com as notas do Rotten Tomatoes.
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O que fica dessa história toda é uma pergunta que o mercado de adaptações de games ainda não sabe responder direito: a crítica tradicional tem as ferramentas certas para avaliar um produto que nunca foi feito para ela?
Enquanto esse debate não se resolve, Mario continua voando de planeta em planeta em Super Mario Galaxy: O Filme, e a bilheteria continua subindo.






